Salar de Uyuni: chegando e contratando o passeio

Depois da Isla del Sol e de Copacabana, cheguei em La Paz direto para o “terminal de buses”, a rodoviária. Antes de ir, tinha pesquisado muito um ônibus, já que seria uma viagem noturna de cerca de 12hrs e já tinha me decidido pelo ônibus turístico da Todo Turismo, que custa 220 bolivianos e oferece jantar, Wi-Fi em certos trechos e passa um filme. Mas, conversando com o pessoal lá no hostel, acabei mudando de opinião. Fui pela Trans Omar, paguei 150 bolivianos num ônibus semi-leito que sairia às 20h30, já que o leito tinha acabado de sair, às 18h30, mais ou menos. Não me arrependi de ter mudado: apesar de não ter nenhum dos luxos do outro, a viagem foi tranquila. O que me mata é os ônibus só pararem UMA VEZ por QUINZE MINUTOS em uma viagem de DOZE HORAS. Mas enfim, isso não muda de empresa para empresa.

Cheguei em Uyuni às 6h30 da manhã e aconteceu uma coisa bizarra. Uma mulher aleatória perguntou se eu era a Paula. Depois de eu quase morrer do coração, ela me explicou que uma amiga minha da Espanha, que eu tinha conhecido em Santa Cruz e com quem eu tinha combinado de estar em Uyuni naquele dia (mas com quem já não falava havia mais de uma semana) estava me esperando na sua agência, a Cristal Tours. Esse contexto é importante para a história da escolha da empresa porque conversei lá na Cristal Tours mesmo, apesar de ter tido ótimas recomendações da Blue Line, que era minha primeira opção. A verdade é que já estava lá e fiquei meio sem graça de não fechar com eles, que estavam conversando comigo havia algum tempo, deram hospedagem quando minha amiga precisou de madrugada e pareciam ser gente boa.
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Bolívia: Isla del Sol

Diz a lenda que foi na Isla del Sol que começou o Império Inca…

Dando continuidade ao que comecei a contar no post sobre Copacabana, eu queria muito ir na Isla del Sol, ilha sagrada dos Incas. Já adianto que meu relato não vai ser muito rico ou animado porque eu estava recebendo notícias pessoais muito ruins do Brasil e acabei curtindo muito pouco a ilha por causa disso, mas a maioria das pessoas adora, algumas até preferiram a ilha ao Salar de Uyuni. Acho bom falar isso porque eu não amei a ilha, gostei de ter ido, mas só voltaria com amigos ou família, sozinha não mais.

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Bolívia: infecções alimentares

Já falei algumas vezes aqui no blog que, mesmo não comendo peixe, nada cru e nem bebendo água da pia, tive duas infecções alimentares nos meus dois meses de Bolívia. Nunca tinha tido nada do tipo no Brasil e sempre me orgulhei do meu estômago forte — pois é. O fato é que quase todos os brasileiros têm problemas estomacais na Bolívia, cheguei até a ouvir que “se você não teve nada, não foi na Bolívia”. Isso acontece porque a comida é diferente, não estamos acostumados com os micro-organismos de lá e também porque em muitos lugares a higiene é muito problemática. Vocês vão ver carne conservada ao ar livre, frutas  e vegetais pelo chão, enfim, a Bolívia é um país complicado para qualquer pessoa que tenha noções de vigilância sanitária, por exemplo. Divido algumas dicas que gostaria de ter tido nos momentos de desespero/gostaria de repassar:

  • Não comer na rua. Na Bolívia, vocês vão ver várias pessoas vendendo comidas na rua, lanches ou comida de verdade, eu não comi e, apesar de isso obviamente não ser garantia de nada haha, recomendo que façam o mesmo.
  • Cuidado com os sucos de rua. Eles são todos feitos com água da pia, o que pode ser muito prejudicial para quem não está acostumado. Eu bebi alguns para provar, são gostosos e diferentes, mas tentava sempre olhar mais ou menos as condições em que estavam armazenados. A gente tenta, né?
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La Paz: passeios

La Paz é uma cidade linda e tem muita coisa para fazer. Como contei aqui, não consegui fazer nenhum passeio mais afastado da cidade porque fiquei doente, mas planejei alguns.

1. Centro da cidade

O centro de La Paz é muito movimentado, tem muita coisa para fazer. Por ali, recomendo visitar a Praça Murillo, o Mercado Lanza, a Iglesia San Francisco (me disseram que o tour dela é muito bom, não cheguei a ir) e a Calle das Brujas. Eu passei dois dias só andando na Calle das Brujas, vendo todas as lojinhas, olhando as cores, passeando mesmo. Contei um pouquinho mais sobre ele aqui.

2. Teleféricos

Ainda pelo centro, é possível andar nos teleféricos que ligam a cidade de La Paz à cidade de El Alto (onde fica o aeroporto). São três linhas, nas cores da bandeira boliviana: verde, amarelo e vermelho. A linha vermelha fica mais pertinho do centro. A passagem custa 3 bolivianos. Contei um pouco mais da experiência nesse post.

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La Paz: comida

Quando penso em La Paz e comida, só uma coisa vem na minha cabeça: frango frito com batata… frita. Em cada esquina tem uma loja diferente das mesmas coisas e tive um pouco de dificuldade para me achar com comida na cidade, pois não como frango frito. Não explorei a cidade gastronomicamente porque tive uma infecção alimentar lá, o que me fez ficar comendo frango grelhado com batata cozida no hostel por uns 3 dias, mas tenho algumas dicas para compartilhar.

1. As casas de frango frito

São diversas e eu nem conseguiria lembrar os nomes, não é nem um pouco difícil de achar. Se você gosta de frango frito estilo KFC, esse é o seu lugar. Se não gosta, como eu, ainda vale a pena dar uma olhada no cardápio porque algumas oferecem outras opções. Em uma, consegui um prato de arroz, nuggets e batata.

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Rio de Janeiro: Museu do Amanhã

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Inaugurado essa semana, o Museu do Amanhã, que faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária, trouxe um toque de modernidade que estava faltando na cidade. Muito interativo e ligado às novas tecnologias, o museu traz painéis de led gigantes, informações atualizadas a cada segundo e até um espaço sensorial que simula o momento da implosão da Perimetral. O foco do museu é o futuro, mais especificamente o que estamos fazendo no presente e como isso irá reverberar nos próximos anos. A partir disso, a exposição principal traz diversos dados, informações das mais diversas fontes e questionamentos, terminando com uma reflexão sobre o que podemos fazer para mudar a situação do planeta.
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Santa Cruz de la Sierra: transportes

O transporte em Santa Cruz de la Sierra é difícil. Além do aeroporto, acho difícil algum turista precisar realmente se locomover na cidade, mas não custa nada falar sobre isso. Por lá não tem metrô, só os micros e os táxis.

Os micros são ônibus muito pequenos e caindo aos pedaços, não literalmente, mas praticamente. Boatos de que estão implementando novos ônibus, mas eu não os vi enquanto estava lá. Os micros são decorados cada um de uma forma, mas são bem característicos:

Eles custam 2 bolivianos, mas você pode pagar 1 se for estudante ou criança. Passam em quase toda a cidade e não tem muito tempo de intervalo entre um e outro. Com um pouco de amor no coração, você acaba se acostumando com eles.

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