La Paz e o mal da altitude

O mal da altitude aparece quando você viaja para lugares que estão acima dos 2.800m de altitude, principalmente. Os sintomas mais comuns são diarreia, dor de cabeça, náusea, vômito,  confusão mental, aperto no peito e insônia. É coisa séria e pode acabar com a sua viagem, então siga alguns cuidados básicos. Como tenho asma, visitei um clínico geral antes de viajar e tive recomendações específicas para a viagem da Bolívia.

O medicamento mais comum para combater os sintomas do mal da altitude, ou sorojchi/soroche (pronuncia sorôxi), como eles chamam por lá, é a sorojchi pill, que você encontra em qualquer farmácia da Bolívia e do Peru. Os comprimidos são daqueles mais longuinhos, metade brancos e metade vermelhos, e custam 3,60 pesos bolivianos por comprimido. Você pode pedir quantos quiser, na Bolívia eles podem cortar as cartelas e te dar um comprimido só, se for o caso. A composição é de Ácido Acetilsalicílico 325 mg, Salófeno 160 mg e Cafeína 15 mg. Atenção para se você tem alguma alergia a esses componentes e também às contraindicações. Como todo remédio, é importante se certificar de que pode tomar, por mais que seja comum.

As recomendações que recebi dos meus amigos bolivianos foram: tome uma sorojchi pill na manhã da viagem (ok), beba chá de coca quando chegar, fique mais ou menos uma hora deitada antes de sair do hotel  e não beba no primeiro dia. Tirando o primeiro item, fiz tudo errado: cheguei, fui pra um walking tour, não bebi chá de nada e ainda bebi rios de cerveja de noite.

Dei sorte. Não tive problema nenhum com a altitude em La Paz, além de taquicardia e respiração acelerada depois de subir as ladeiras da cidade, coisa que qualquer ser humano vai ter. Meu conselho é respeitar seu tempo e passar vergonha de peito aberto. Eu andava uma quadra, sentava no chão, bebia meia garrafinha de água até conseguir andar de novo. Vão olhar pra sua cara, apenas sorria e continue seu processo de recuperação.

Para não dizer que tudo foi perfeito nesse campo, lá pelo meu décimo dia de mochilão, na minha última noite no Salar de Uyuni, eu senti o que a altitude pode fazer com alguém. Estávamos a 5000m, em uma acomodação sem energia elétrica e estava -10ºC lá fora. Acho que foi uma junção da altura, do frio bizarro e eu estar sozinha lá, mas comecei realmente a ter problemas. A altitude dá muita sede, eu bebia muita água e, com a água, vinha a vontade de ir ao banheiro. Eu ia ao banheiro vinte vezes por dia em La Paz, mas no deserto era mais complicado, então passei a beber menos água, isso pode ter influenciado também. O fato é que comecei a ter uma sensação horrível de peso no peito, que era potencializada pela quantidade de roupas e cobertores para tentar segurar o frio. O próximo capítulo foi pior ainda. Tive que ir ao banheiro e nada do que eu estava vendo parecia realidade, comecei a duvidar de mim quando voltei para a cama, não tinha certeza de que tinha ido ao banheiro, apesar de me corrigir segundos depois. Foi horrível, a pior noite da minha vida.

Minha dica é: não vá paranoico, tome a sorojchi pill nos primeiros dias e não deixe de tomar chá de coca. Lá pelo terceiro dia, eu ignorei totalmente que estava na altitude por estar tão confortável e acho que isso foi um erro. A maioria dos hostels oferece chá de coca de graça, também é possível comprar saquinhos de folha de coca na rua por 5 pesos. A folha é mais eficaz, funciona mesmo. E respeite seu limite. Já li histórias de pessoas que se deram muito mal com a altitude. Vá com calma até ver como seu corpo reage e boa viagem! :)

Editado: uma amiga da minha mãe, que é médica, leu o post e deu algumas informações que eu não tinha. O Ácido Acetilsalicílico pode mascarar a dengue, que também é comum na Bolívia. Atenção com isso. As sorojchi pills não podem ser tomadas por quem tem hipertensão.

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Experiência de leitura: Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert

Capa Comer Rezar e AmarFinalmente depois de sete anos de lançado e de todo o buzz que gerou, li Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert. Pedi quando ainda estava na editora depois de uma amiga me indicar muito e achei que era o momento, já que eu estaria partindo para uma viagem sozinha, assim como a autora. O livro não é uma ficção, é um relato de viagem e da vida da jornalista americana Elizabeth Gilbert, a autora. A narrativa, em primeira pessoa e divertidíssima,  passa pelo seu divórcio nos Estados Unidos, sua decisão de passar um tempo na Itália, na Índia e na Indonésia  — onde buscaria o prazer, a devoção e o equilibro entre os dois, respectivamente — e a viagem de fato.

Depois de perceber que seu casamento estava acabando e levando ela junto, Gilbert toma a difícil decisão do divórcio e conhece David, um homem intenso, pro bem e pro mal. Com o relacionamento, além de tudo o que estava acontecendo na vida dela naquele momento, veio uma depressão e a decisão de largar tudo e se aventurar nesses três países — quem nunca quis isso, né?

O livro é dividido em três partes, com diversos capítulos pequenos em cada uma. Eu fiquei apaixonada pela parte da Itália. Além de ser a mais divertida, eu amo a ideia da Itália, tanto que não quero visitar junto com outros países, acho que é um país que merece ter uma viagem própria, de carro, com muito vinho e calorias. O relato da Liz, que se tornou minha amiga íntima, fez eu me sentir em Roma com ela, o livro já teria valido por essa primeira parte.

Já a parte da índia, eu odiei. Fiquei um mês empacada nela, sendo bem sincera. Não que eu não me interesse pela Índia ou meditação e yoga, mas achei extremamente chato ler a busca dela pela espiritualidade. Mas não desanimem nessa parte, juro que a Indonésia é show, tem personagens incríveis, queria ser amiga de todos.

Basicamente, li a Itália em seis horas, a Índia em um mês e a Indonésia em dois dias. Adorei o livro, senti ele meio autoajuda, isso não sendo pejorativo. É só que tirei muitas lições da leitura para melhorar a minha vida, a principal delas sendo que temos que ser muito gentis conosco quando estamos aprendendo algo novo. Recomendo muito a leitura. É um daqueles livros para você dar pras mulheres da sua família sem medo. Além de ser um livro ótimo, é inspirador, e amo coisas inspiradoras feitas por mulheres.

  • Nome: Comer, rezar, amar
  • Autora: Elizabeth Gilbert
  • Editora: Objetiva
  • Tradução: Fernanda Abreu
  • ISBN: 9788573028928

Há algum tempo já buscava algum espaço para registrar minhas leituras. No período em que trabalhei na editora, elas eram muitas e o ritmo era muito intenso, acabei esquecendo de muitas histórias. É horrível a sensação de você saber que leu um livro, mas não conseguir contar para outra pessoa a história depois de míseros dois anos. Pois bem, usarei o blog pra isso. Vai que inspiro alguém a ler alguma coisa, né? haha.

Lembrando que meu objetivo não é fazer uma crítica literária ou uma resenha, é mais uma experiência de leitura do que qualquer outra coisa. Dicas de livros são sempre muito bem-vindas! :)

 

De Santa Cruz para La Paz: Boliviana de Aviación (BOA)

Para ir de Santa Cruz de la Sierra para La Paz, depois da minha experiência com algumas estradas da Bolívia e do relatos delas para minha mãe, decidi ir de avião, pelo menos nesse trecho. A passagem custou 1110bs, o que na cotação do dia era cerca de R$500 reais. Valeu a pena porque passei muitas horas em ônibus durante meu mochilão e também porque esse voo é quase Rio-São Paulo, bem curo, e isso possibilitou que eu passasse mais tempo na cidade incrível que é La Paz.

Quando fui comprar, optei pela BOA – Boliviana de Aviación porque tinha mais horários disponíveis e eu já tinha lido alguns bons relatos na internet. O avião sai do aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz e pousa em El Alto, La Paz.

* Dica: um amigo boliviano disse que eu deveria ter comprado o voo pela TAM porque saía de outro aeroporto que não o Viru Viru e por isso era mais barato. Vale investigar.

Achei o serviço da BOA incrível, fiquei impressionada mesmo. Os aviões eram bem novos e as poltronas eram mais confortáveis do que as da Gol no meu voo internacional São Paulo – Santa Cruz. O serviço de bordo também é ótimo, servem bebidas e comidinhas, geralmente um salgado, um doce e uma balinha. Todos muito simpáticos.

Não tenham medo, achei a BOA maravilhosa, melhor do que nossas companhias internas em termos de conforto. Reparei apenas que no painel tinham vários voos dela cancelados ou atrasados, não sei por quê. Mesmo assim, pela minha experiência, recomendo muito — se o orçamento da viagem não for tão apertado.

Bolívia – Visa Travel Money ou Mastercard?

Antes de viajar, procurei muito essa informação e não achei, mas decidi arriscar o Visa Travel Money e foi a melhor coisa que eu fiz.

Fiz o meu cartão numa agência do Banco do Brasil, banco do qual sou correntista, não sei como funciona em outros bancos, mas acredito que seja fácil também. Você paga uma taxa pelo cartão e depois vai botando dinheiro. É bom porque o câmbio não flutua, uma vez que o dinheiro tá lá, você não paga mais nada (tem uma taxa de saque só). Isso foi bom pra mim porque botei todo o dinheiro que precisava quando o dólar estava R$3,50 e quando viajei já estava R$4,00. Fora o câmbio, eu ia morar dois meses na Bolívia, não podia arriscar levar tudo em papel, né?

Para tirar o dinheiro foi bem fácil, vários caixas eletrônicos, inclusive 24hrs, em toda a Bolívia têm as bandeiras Visa/Plus. Eu sempre sacava em bolivianos no Banco Bisa (simplesmente porque fui com a cara do banco) e em dólar no Andes, é um vermelho. O negócio é que não tem dólar em todo caixa, eu tinha que ir no shopping para sacar. Mas, de modo geral, o VTM me serviu muito bem, não me deixou na mão em momento nenhum e foi bem fácil utilizar na Bolívia.

Por outro lado, diversos amigos tiveram problemas com cartões Mastercard. Não sei exatamente o motivo, mas amigos de grupos e países diferentes não conseguiram sacar em certos momentos e tinham que ficar testando vários caixas até que um aceitasse o cartão. Por esse motivo, recomendo ir para a Bolívia com cartões Visa. Mais ainda, Visa Travel Money, com o qual você pode sacar. Quase tudo na Bolívia é feito em dinheiro, até os hostels em que fiquei só aceitavam dinheiro, boliviano ou dólar. Vale a pena levar cartão de crédito para emergências, mas nem assim acho que seja fácil usar, o meu ficou guardado a viagem toda.

Um pouco dos meus três dias numa zona rural da Bolívia

* Postado no Facebook dia 16 de outubro de 2015

Na quarta, pela manhã, pegamos duas conduções até a cidadeZINHA Rincón Palometas, onde a instituição tem uma casa e iríamos fazer oficinas sobre motivação, violência e sexualidade com os jovens.
Chegamos para o almoço e a cidade (ou povoado, não sei a melhor palavra) consiste em uma praça arborizada com uns banquinhos e uns brinquedos e umas 10 ruas — no máximo. Aqui moram 900 famílias, 4.000 pessoas, mas não sei onde. Logo que cheguei, vi umas marcas vermelhas no chão que pareciam sangue. Segui os rastros e meus olhos pousaram em uma vaca sem pele pendurada tipo na calha de uma casa (totalmente sem refrigeração) e várias moscas e galos e porcos andando pela rua, além de cachorros e cavalos. Confesso que fiquei horrorizada, só consegui pensar em “me tirem daqui”. Aí respirei fundo, lembrei que culturas não são superiores a outras, que estava ali para tentar contextualizar o que via e que eu que era a privilegiada que nunca tinha tido que matar pra comer ou nada parecido. Respirei fundo mais uma vez e logo me liguei em outro problema: casas de pau a pique. Obviamente, fiz a ligação com uma manchete que tinha lido no jornal pouco antes de vir, que alertava pra alta incidência de Doença de Chagas na Bolívia. Pronto, já tinha uma coisa mais relevante pra me preocupar e passei os 3 dias rastreando barbeiros e andando com o corpo melado de repelente para combater todos os muitos insetos, just in case.
No mesmo dia, de tarde, fizemos uma oficina com o pessoal de Palometas mesmo e descobrimos que muitas meninas engravidam aqui porque os jovens não podem comprar preservativo, já que a cidade toda ficaria sabendo. Se engravidam, as botam para fora de casa. Conversando com as meninas sobre seus sonhos e tudo mais, uma delas falou que preferia não fazer planos porque poderia engravidar e tudo iria por água abaixo… Fiquei triste porque não tinha muito o que falar depois de tudo que tinham me contado, é realmente uma realidade diferente e triste.
De noite, teve um festival de dança e poesia no único colégio de Palometas e nós fomos. Atividade 0% turística porque de fora da comunidade (realmente não sei como me referir) éramos só eu e a Laura. Era como uma festa junina de colégio, bem parecido mesmo. Vou botar algumas fotos para vocês verem.
No segundo dia, tive que ajudar na remoção de uma vítima de acidente de moto logo pela manhã (um cara bêbado bateu num poste, perdeu todos os dentes, ensanguentou a cidade toda, um desastre). O pior, tivemos que botar ele na caçamba de uma caminhonete sentado em uma cadeira porque não tinha hospital por perto e o cara não conseguia levantar. Na verdade, a Laura foi prestar os primeiros socorros, já que é enfermeira e não tem médicos na cidade, e sobrou pra mim ser assistente e ir passando as (poucas) coisas que os moradores “roubaram” do hospital abandonado. Vocês imaginem… (Nota: depois que escrevi isso, ficamos tristes de saber que o homem morreu, mesmo com o que tentamos fazer, mas realmente não tínhamos nenhum recurso, contávamos só umas luvas, soro fisiológico e umas toalhas… o crânio tava exposto e ele sangrava muito — mãe, obviamente não encostei no sangue, fique tranquila).
Também tivemos que pedir carona na estrada e cogitamos ir em um trator, mas achamos que era contar demais com a sorte, mesmo na Bolívia.
A comida foi até tranquila porque eu comia sempre a opção que não era carne de porco (frango ou sopa). Não sabia por que, mas tinha uma ideia fixa de que não podia comer porco aqui. As pessoas da cidade foram muito amáveis e se prepararam para fazer comidas que a gente gostava (foram informados antes de que gostávamos de arroz com frango). Eles até fizeram uma fornada de pão especial para a nossa chegada (fazem pão a cada dois dias)!

O que mais me emocionou foi que, no último dia, tínhamos uma oficina até 22hrs (decidimos fazer uma extra de sexualidade) e não conseguiríamos jantar, então compramos umas empanadas. A moça da única pensão daqui, que é mais como uma casa que vende comida, veio até nossa casa perguntar se não iríamos jantar. Explicamos da oficina e ela voltou um tempo depois com duas sacolinhas de mercado com potes de frango, arroz e batata frita. Tudo muito simples, mas me emocionou muito. Uma moça com quem tínhamos falado uma vez se preocupou com nossa comida e nem queria nos cobrar (óbvio que pagamos). Ela perguntou se tínhamos achado a cidade bonita e pediu para voltarmos mais vezes. Muito legal ver que, mesmo com todas as dificuldades, as pessoas abrem seus corações para outras. Foi uma experiência de vida incrível.

Bolívia – Comidas e bebidas

Sou péssima para experimentar comidas novas e isso me atrapalha em toda viagem. Como passei dois meses na Bolívia, não consegui fugir de algumas coisas e divido com vocês:

  • Empanadas: são nossos pastéis, sucesso certo. Só falta o matte limão.
  • Cuñape: um dos responsáveis pelos meus 2 kgs a mais na viagem. É uma espécie de pão de queijo, mas é meio diferente. Recomendo super, é barato e muitcho bom.
  • Asadito: é um hambúrguer muito gorduroso com aipim cozido. Eu não gosto muito de comida muito gordurosa e odeio aipim frito. Não era ruim, mas também não era bom, entendem?
  • Falso conejo: não sei exatamente o que é e acho que prefiro continuar assim, mas é gostoso. Parece um bife à milanesa com molho de tomate.
  • Arroz con leche: nossa, detestei isso, é arroz batido com leite. No início, achei que com um pouco de amor no coração podia ser arroz à piamontese, mas no final da viagem eu já ficava enjoada só de olhar aquela papa.
  •  Locro: é uma sopa, uma espécie de canja. Me salvou diversas vezes, tenho um carinho especial por esse prato.
  • Sopa de quinoa/linhaça: o nome já diz tudo. Era uma água turva, não tive coragem, mas botei na lista porque alguns amigos gostaram.
  • Sopa de maní: ok, essa não é tão óbvia. Maní é amendoim, é uma sopa de amendoim. Por mais estranho que pareça, é bem gostosa, experimente. Pode ser que venha com umas batatas fritas boiando, é normal.
  • Majadito: a versão boliviana de arroz de carreteiro. É arroz com charque e um molho, gostoso.

Imagens ilustrativas, na ordem:

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  • Mocochinchi: mais um da série “prefiro não saber o que é exatamente”. É um suco e tem um pêssego dentro do copo. É bom gelado.
  • Suco de lima: bebi isso algumas vezes e passeia a tolerar por força do hábito, mas tinha gosto de desinfetante. Ou pelo menos o gosto que desinfetante parece ter pelo cheiro.
  • Refrigerante de mamão: tem da Fanta e de uma marca local. Tem gosto de groselha, sinceramente. Eu adorei porque amo groselha.
  • Fernet branca: é A bebida das festas bolivianas, é com isso que você faz pré e também é isso que todo mundo bebe nas boates, sempre misturada com coca-cola. Eu odeio Fernet Branca, tem gosto do meu remédio de inflamação de garganta, o hexomedine.
  • Fernet menta: já gosto mais, parece um licro de menta. Servem com sprite.
  • Cerveja: não sou uma grande apreciadora de cerveja e muito menos conheço pra falar alguma coisa, mas eu bebia sempre a Paceña e a Huari. Eram bem gostosas para os meus padrões. Mas eles têm uma péssima mania de achar a cerveja gelada quando ela está quente rs.

Imagens ilustrativas, na ordem (só não consegui do suco de lima, não parecia com a limonada que o google tá me dando):

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ALGUMAS DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER RECEBIDO 

  • Se o prato é de frango, você pode pedir que parte quer. Por exemplo, se vai comer numa pensão e o prato é pollo al horno ou pollo a la parrilla (frango assado ou frango na brasa), você pode pedir o peito ou a coxa, enfim, o que você preferir.
  • Sempre que pedir arroz, se certifique de que é “sin leche” (sem leite). Isso, claro, se você não gostar desse arroz.
  • Se só tiver Fernet Branca pra beber e você não suportar, pede para misturarem só um dedinho com coca. Fica tolerável.
  • Os bolivianos fazem umas misturas estranhas, tipo vinho branco e guaraná e vinho tinto com coca-cola. Muito pouca gente bebe vinho puro lá.
  • Se for pedir uma cerveja, pede pra ver se tá gelada, não confia muito no que estão te dizendo.
  • Coca-cola é A bebida da Bolívia, todo mundo ama e bebe aos montes. Eu mal bebo coca-cola aqui no Brasil, mas lá às vezes só tem coca pra vender, não vende nem água no restaurante haha.
  • A minha água preferida lá e a Vital, que é da coca-cola. Tem outras, mas eu achei o gosto estranho, preferi pagar 1bs a mais para não ficar estranhando o gosto toda vez que eu fosse beber água.

* Todas as fotos foram retiradas do Google.

Santa Cruz de la Sierra – Onde comer

Minha relação com a comida da Bolívia é péssima por diversos fatores, principalmente por eu ter pego duas infecções alimentares em menos de um mês. Vou fazer um post só sobre isso, mas aqui estão algumas dicas de restaurantes seguros e gostosos que encontrei pelo caminho:

LA CASA DEL CAMBA

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Vou começar pelo meu preferido. O La Casa del Camba surgiu quando eu mais precisava dele. Já estava havia umas duas na Bolívia desesperada para comer um frango grelhado com arroz e, passeando pelo mercado, vi que nesse restaurante tinha, quase chorei de emoção. Ele é quase um oásis para brasileiros perdidos em Santa Cruz. Com uma filial também em La Paz, ele oferece frango desossado, bife de chorizo, frango e bife à milanesa e meu preferido: frango grelhado com ovo. Para cada carne, você pode escolher duas saladas e dois acompanhamentos. Como eu não confiava muito nas saladas de lá, pedia sempre milho (maíz), arroz e aipim (yuka) frito. Os preços são bem legais também, eu comprava o combo de filete de pollo grill (filé de frango grelhado) + refrigerante por 28bs. Você encontra o La Casa del Camba em vários lugares de Santa Cruz, eu comia no do Hipermaxi (é um mercado) da Av. Roca Y Coronado 4º anillo; no pátio dos imigrantes, que é tipo uma praça de alimentação que fica na Calle Libertad, bem pertinho do centro; e no Ventura Mall, o shopping.

LOS HIERROS

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Esse é o restaurante mais caro que fui lá, com certeza, mas não sei exatamente o preço porque fui com a família que estava me hospedando. Funciona assim: tem um buffet de salada liberado e você pede a carne à la carte junto com os acompanhamentos. A carne é ótima, no ponto. Serviço excelente também. Acho que não tem muito a ver visitar fazendo mochilão, mas é perfeito para casais ou para quem tá morando lá e quer sair um pouquinho da rotina. Fica no bairro de Equipetrol, na Av. San Martín, esquina com a Calle 9.

 REPÚBLICA

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O República foi um dos melhores restaurantes em que fui, falando de custo-benefício. Ele não é tanto um restaurante de sentar e almoçar ou jantar, é mais uma lanchonete com drinks. Quando fui, pedi um panini de jamón con queso (misto-quente) e uma coca. O sanduíche, que era GIGANTE, foi 27bs e a coca 12bs. Tem filiais na Calle Bolívar, no Centro, e também no Ventural Mall, que fica no 4º anillo.

 EL CUARTITO

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Fui no El Cuartito com amigos de Santa Cruz mesmo, indicação deles, disseram que a pizza era maravilhosa. O lugar é muito legal, tem uma decoração industrial que eu adoro. Só fui lá uma vez, mas gostaria de ter voltado para provar o hambúrguer, que estava com uma cara ótima. Pedimos duas pizzas: uma de quatro queijos e outra com abacaxi. As duas estavam bem gostosas, só achei um pouco salgadas demais, mas eu acho tudo meio salgado. Pagamos cada um (éramos 6) cerca de 50bs pela pizza e as bebidas. O El Cuartito fica no centro, dá para ir andando da praça, na Calle Cuellar, nº57.

HABIBS

Não achei foto desse, infelizmente. O Habibs de lá fica no Ventura Mall, na praça de alimentação, e é ótimo. Claro, vende comida árabe e a karfta é maravilhosa. Sempre pedia o prato de kafta, arroz, batata frita e tabule por 40bs.

POLLOS CHUY

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Coloquei esse aqui muito mais porque é muito fácil de achar do que por ser bom. Comi lá só uma vez, um macarrão com frango, mas tem sanduíches, frango frito e coisas assim. Tem em todo lugar e é barato.

OUTRAS OPÇÕES DE COMIDA

Fora isso, existem diversas pensões pela cidade onde você pode comer. Não digo que todas são limpas, mas comi em algumas bem gostosas e bem barato, cerca de 10bs por um prato bom de comida (eu nunca conseguia terminar, mas alguém que coma mais ia ficar satisfeito também). Meu conselho é: evitem saladas cruas, peixe, carne de porco, molho de cogumelo com queijo (uma das minhas infecções foi com isso) e frutas com casca. Na Bolívia não tem Mc Donalds (sim, choque, pânico, terror e agonia), mas tem Burger King e Starbucks. Acabei não indo nesses nenhuma vez porque não gosto do Burger King e a Starbucks tava sempre lotada.

VACA FRÍA – SORVETERIA

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A Vaca Fría é uma sorveteria lindinha que tem filiais por toda a cidade. Tem vários sabores e um copinho simples custa 12bs. Experimentei quase todos os sabores durante minha estadia (#soudessas) e minhas indicações são: coco com doce de leite, frutas do bosque e frutilla (morango).

COFFE TOWN – CAFÉ

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O Coffe Town é meu café preferido na cidade, ia lá toda hora. Fica muito perto da praça, não é caro e tem Wi-Fi. É todo moderninho e ótimo para encontrar os amigos depois do trabalho. Eu sempre tomava um chá gelado e era feito na hora, nada parecido com Ice Tea, uma delícia. O barista é brasileiro, gente boa toda vida. Digam que mandei um oi. Fica na Calle Ingavi, atrás da catedral, e fica aberto até às 22hrs no domingo.