Bolívia: Isla del Sol

Diz a lenda que foi na Isla del Sol que começou o Império Inca…

Dando continuidade ao que comecei a contar no post sobre Copacabana, eu queria muito ir na Isla del Sol, ilha sagrada dos Incas. Já adianto que meu relato não vai ser muito rico ou animado porque eu estava recebendo notícias pessoais muito ruins do Brasil e acabei curtindo muito pouco a ilha por causa disso, mas a maioria das pessoas adora, algumas até preferiram a ilha ao Salar de Uyuni. Acho bom falar isso porque eu não amei a ilha, gostei de ter ido, mas só voltaria com amigos ou família, sozinha não mais.

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Bolívia: infecções alimentares

Já falei algumas vezes aqui no blog que, mesmo não comendo peixe, nada cru e nem bebendo água da pia, tive duas infecções alimentares nos meus dois meses de Bolívia. Nunca tinha tido nada do tipo no Brasil e sempre me orgulhei do meu estômago forte — pois é. O fato é que quase todos os brasileiros têm problemas estomacais na Bolívia, cheguei até a ouvir que “se você não teve nada, não foi na Bolívia”. Isso acontece porque a comida é diferente, não estamos acostumados com os micro-organismos de lá e também porque em muitos lugares a higiene é muito problemática. Vocês vão ver carne conservada ao ar livre, frutas  e vegetais pelo chão, enfim, a Bolívia é um país complicado para qualquer pessoa que tenha noções de vigilância sanitária, por exemplo. Divido algumas dicas que gostaria de ter tido nos momentos de desespero/gostaria de repassar:

  • Não comer na rua. Na Bolívia, vocês vão ver várias pessoas vendendo comidas na rua, lanches ou comida de verdade, eu não comi e, apesar de isso obviamente não ser garantia de nada haha, recomendo que façam o mesmo.
  • Cuidado com os sucos de rua. Eles são todos feitos com água da pia, o que pode ser muito prejudicial para quem não está acostumado. Eu bebi alguns para provar, são gostosos e diferentes, mas tentava sempre olhar mais ou menos as condições em que estavam armazenados. A gente tenta, né?
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La Paz: passeios

La Paz é uma cidade linda e tem muita coisa para fazer. Como contei aqui, não consegui fazer nenhum passeio mais afastado da cidade porque fiquei doente, mas planejei alguns.

1. Centro da cidade

O centro de La Paz é muito movimentado, tem muita coisa para fazer. Por ali, recomendo visitar a Praça Murillo, o Mercado Lanza, a Iglesia San Francisco (me disseram que o tour dela é muito bom, não cheguei a ir) e a Calle das Brujas. Eu passei dois dias só andando na Calle das Brujas, vendo todas as lojinhas, olhando as cores, passeando mesmo. Contei um pouquinho mais sobre ele aqui.

2. Teleféricos

Ainda pelo centro, é possível andar nos teleféricos que ligam a cidade de La Paz à cidade de El Alto (onde fica o aeroporto). São três linhas, nas cores da bandeira boliviana: verde, amarelo e vermelho. A linha vermelha fica mais pertinho do centro. A passagem custa 3 bolivianos. Contei um pouco mais da experiência nesse post.

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La Paz: comida

Quando penso em La Paz e comida, só uma coisa vem na minha cabeça: frango frito com batata… frita. Em cada esquina tem uma loja diferente das mesmas coisas e tive um pouco de dificuldade para me achar com comida na cidade, pois não como frango frito. Não explorei a cidade gastronomicamente porque tive uma infecção alimentar lá, o que me fez ficar comendo frango grelhado com batata cozida no hostel por uns 3 dias, mas tenho algumas dicas para compartilhar.

1. As casas de frango frito

São diversas e eu nem conseguiria lembrar os nomes, não é nem um pouco difícil de achar. Se você gosta de frango frito estilo KFC, esse é o seu lugar. Se não gosta, como eu, ainda vale a pena dar uma olhada no cardápio porque algumas oferecem outras opções. Em uma, consegui um prato de arroz, nuggets e batata.

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La Paz: transporte

O transporte público da Bolívia, de um modo geral, é limitado e geralmente os turistas andam de táxi porque é baratinho. Em La Paz rodam dois tipos de táxi: os que só têm um adesivo colado e os que têm uma estrutura em cima, geralmente com o número da empresa. Tipo isto aqui:

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Os táxis que não pertencem a empresas são mais baratos. Eles cobram, dependendo da distância, de 5 a 10 bolivianos (lembre-se de que na Bolívia não tem taxímetro) mais ou menos. A parte ruim deles é que são menos seguros e também buscam outros passageiros pelo caminho, ou seja, você pode estar com desconhecidos no mesmo carro indo para um lugar totalmente diferente do seu.

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La Paz: Loki Hostel

Em todas as minhas noites em La Paz eu fiquei no Loki Hostel e recomendo demais. Eu reservei pelo aplicativo do Booking.com e deu tudo certo. Mudei muito de quarto por causa das minhas idas e vindas por lá, mas em todas as vezes, reservando antes ou na hora, consegui quartos só de meninas.

As camas são muito confortáveis em todos os quartos em que estive. Todas elas têm edredons muito fofinhos e você pode solicitar mais cobertas na recepção se estiver muito frio. Vi um sistema de calefação por lá, mas não estava ligado porque não tinha necessidade. O banheiro é dentro do quarto e bem ok, era limpo todos os dias de tarde.

O únicos probleminhas que notei são que no banheiro não tem tapete e as portas do box não fecham direito, então acaba tudo molhado. Fora isso, as tomadas dentro do quarto eram poucas e nenhuma era perto da cama.

Fotos dos quartos retiradas da internet:

Esses quartos menores, de quatro pessoas custam cerca de 60 bolivianos por noite. Acho o preço justo por tudo que o hostel oferece. Além de quartos ótimos, a recepção é 24h, tem uma área com sofás aquecida e com Wi-Fi, chás diversos oferecidos gratuitamente e uma agência de turismo dentro do hostel (cara, mas prática). Nos quartos não tem locker individual, apenas armários, mas o hostel também fornece lockers na recepção, pequenos e grandes. Eu não usei e não tive nenhum problema, achei o hostel bem seguro, inclusive. Por causa de um mal-entendido que rolou, vi como o staff se porta em uma situação de roubo e achei tudo bem correto.

No sexto andar, é possível jogar ping-pong, tem uma sala de computadores com internet e uma sala para fumantes. No sétimo, um bar que tem comidas ótimas e com preço justo. No café, tem smoothies, torrada com geleia e manteiga, iogurte com opção de granola glúten-free e até aquelas opções mais gordas com bacon e salsicha. De tarde, diversos sanduíches, salada de fruta e almoço (macarrão, peito de frango com legumes…). Para o jantar, o menu do almoço se repete e também rolam uns snacks, como batata frita e nachos. As festas acontecem por ali e são ótimas, cada noite tem um tema e o DJ é muito eclético.

Nas áreas comuns do hostel tem Wi-Fi e várias tomadas espalhadas. O staff é muito gente boa, as festas são muito animadas e a galera que passa por lá também. Recomendo demais esse hostel. Ele tem filiais também em Mancora, Lima e Cusco (Peru) e Salta (Argentina).

O Loki fica localizado no centro da cidade, muito fácil de chegar.

Endereço: Calle Las Americas, 120. É uma portinha branca sem fachada, muita gente se perde por isso.

Preço do aeroporto até lá: de 60 a 70 bolivianos.

Mais informações: http://www.lokihostel.com/en/la-paz

 

Bolívia: chip e internet

Uma das minhas principais preocupações quando vou viajar é internet, principalmente 3G/4G. Além de motivos óbvios, tipo falar coma  família e atualizar redes sociais, eu me sinto muito perdida nos lugares sem internet porque sou muito ruim com mapas e gosto de ter possibilidades. Principalmente na Bolívia, que seria minha primeira viagem sozinha, eu estava tensa nesse quesito. Fui passar dois meses por lá, sendo um mês e meio morando em Santa Cruz de la Sierra fazendo trabalho voluntário. Eu morei na casa de uma família e eles que me ajudaram com tudo.

Primeiro ponto: não é fácil achar redes Wi-Fi, principalmente abertas, na Bolívia. Não conte que você entrará num restaurante e terá Wi-Fi porque nem na casa em que eu morava tinha. Assim, era uma necessidade para mim e para minha mãe aqui no Brasil eu ter um chip com dados móveis.

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