Salar de Uyuni: dia 3

Passado o terror da noite do dia 2, levantei (só levantei mesmo, não tinha dormido nada) e descobri que todos tiveram algum tipo de problema também. Mas, já no café, esquecemos os problemas e já ficamos felizes quando constatamos que havia panqueca. Eu nunca tinha comido panqueca com doce, isso não é costume aqui no Rio de Janeiro, mas os europeus estavam até emocionados. Mais ou menos 5h, antes do sol nascer, partimos. Para vocês terem noção do frio, tivemos que entrar no carro por duas portas porque as outras duas estavam congeladas. Eu tremia dos pés à cabeça e o que nos salvou foi uma mantinha que tinha comprado por 20bs na rodoviária antes de ir pra Uyuni.

Chegamos na melhor parte do passeio, na minha opinião: os géisers! Os géisers são uma nascente de água termal que, ao entrar em erupção, formam uma cortina de água e vapor. É quente demais, dá até medo do negócio explodir de verdade.

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Salar de Uyuni: dia 2

O dia 2 do tour foi o mais chatinho pra mim, do início ao fim. Começamos o dia tomando café e o motorista do nosso carro não chegava, achamos que tínhamos sido esquecidos até que ele apareceu, quase 40 minutos depois do combinado, mas tudo bem. Esse é o dia de ver vinte mil lagoas. Não entendam mal, todas são lindas, mas tem uma hora que enche um pouco o saco. A regra segue aqui: todas as fotos ficam lindas. Eu nem conseguia enxergar o que estava fotografando direito e depois vi que ficaram bem legais. Os pontos altos do dia são VER UM VULCÃO ATIVO (era um sonho, agora falta ver um em erupção), a última lagoa — cheia de cores — e a árvore de pedra. É importante dizer que em certo momento desse dia, será necessário pagar 150bs para entrar na reserva natural onde ficam localizadas essas lagoas. Guardem o bilhete que entregarem, será necessário para o dia 3, ao sair da reserva.

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Salar de Uyuni: dia 1

Como comecei a contar aqui e aqui, fiz o tour de 3 dias no Salar de Uyuni, partindo da Bolívia. A outra opção é partindo do Chile. Se você se interessar só pelo dia 1, pode fazer o passeio de 1 dia saindo de Uyuni. As pessoas mais velhas preferem esse, tem até mais opção de ~luxo no almoço e coisas assim.

Saí da cidade de Uyuni mais ou menos 10h da manhã, meu carro tinha euzinha (brasileira), Laura (minha amiga espanhola), um menino do Peru, um menino da França, um menino da Alemanha e um menino da Grécia, mas que era do exército de Israel. Isso será importante para a história.

O primeiro dia geralmente é o mais animado, é quando todos ainda têm assunto e seu nariz ainda não começou a corroer por dentro (trabalho com verdades). A primeira parada é o cemitério de trens, onde ficamos uns 15 minutos. Se você gosta de tirar fotos, aproveite, elas saem lindas mesmo sem muito esforço. Se quiser saber um pouco da história do lugar, esse blog tem umas informações muito legais!

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Salar de Uyuni: informações e dicas

Quando estava fazendo minha pesquisa para ir ao Salar, fiquei com muitas dúvidas que só foram respondidas com a minha experiência lá. Espero ajudar vocês a se preparar melhor para a viagem. Se tiverem alguma dúvida que não apareceu aqui, podem deixar nos comentários!

  • O clima do deserto é louco. De manhã, tá frio; de tarde, tá um calor dos infernos; de noite, está um frio glacial. Isso é horrível porque seu nariz começa a escorrer, você não sabe como fazer com as roupas e tudo resseca.
  • Eu fiz um esquema cebola com as roupas. De noite, estava cheia de roupa; de manhã, tirava algumas peças e passava um friozinho; de tarde, ficava ok e de noite botava as roupas de novo.
  • TEM BANHEIRO NO DESERTO. Eu, que sempre quero fazer xixi, estava realmente preocupada com a questão banheiro. A ideia de passar dias inteiros dentro de um carro bebendo água pra caramba por causa da altitude sem poder ir ao banheiro estava me deixando louca. Claro que numa emergência a gente abaixa por ali mesmo e vida que segue, mas eu achei banheiro em quase todos os pontos de parada. Eles são pagos, mas existem e não são caros.

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Salar de Uyuni: chegando e contratando o passeio

Depois da Isla del Sol e de Copacabana, cheguei em La Paz direto para o “terminal de buses”, a rodoviária. Antes de ir, tinha pesquisado muito um ônibus, já que seria uma viagem noturna de cerca de 12hrs e já tinha me decidido pelo ônibus turístico da Todo Turismo, que custa 220 bolivianos e oferece jantar, Wi-Fi em certos trechos e passa um filme. Mas, conversando com o pessoal lá no hostel, acabei mudando de opinião. Fui pela Trans Omar, paguei 150 bolivianos num ônibus semi-leito que sairia às 20h30, já que o leito tinha acabado de sair, às 18h30, mais ou menos. Não me arrependi de ter mudado: apesar de não ter nenhum dos luxos do outro, a viagem foi tranquila. O que me mata é os ônibus só pararem UMA VEZ por QUINZE MINUTOS em uma viagem de DOZE HORAS. Mas enfim, isso não muda de empresa para empresa.

Cheguei em Uyuni às 6h30 da manhã e aconteceu uma coisa bizarra. Uma mulher aleatória perguntou se eu era a Paula. Depois de eu quase morrer do coração, ela me explicou que uma amiga minha da Espanha, que eu tinha conhecido em Santa Cruz e com quem eu tinha combinado de estar em Uyuni naquele dia (mas com quem já não falava havia mais de uma semana) estava me esperando na sua agência, a Cristal Tours. Esse contexto é importante para a história da escolha da empresa porque conversei lá na Cristal Tours mesmo, apesar de ter tido ótimas recomendações da Blue Line, que era minha primeira opção. A verdade é que já estava lá e fiquei meio sem graça de não fechar com eles, que estavam conversando comigo havia algum tempo, deram hospedagem quando minha amiga precisou de madrugada e pareciam ser gente boa.
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Bolívia: Isla del Sol

Diz a lenda que foi na Isla del Sol que começou o Império Inca…

Dando continuidade ao que comecei a contar no post sobre Copacabana, eu queria muito ir na Isla del Sol, ilha sagrada dos Incas. Já adianto que meu relato não vai ser muito rico ou animado porque eu estava recebendo notícias pessoais muito ruins do Brasil e acabei curtindo muito pouco a ilha por causa disso, mas a maioria das pessoas adora, algumas até preferiram a ilha ao Salar de Uyuni. Acho bom falar isso porque eu não amei a ilha, gostei de ter ido, mas só voltaria com amigos ou família, sozinha não mais.

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Bolívia: infecções alimentares

Já falei algumas vezes aqui no blog que, mesmo não comendo peixe, nada cru e nem bebendo água da pia, tive duas infecções alimentares nos meus dois meses de Bolívia. Nunca tinha tido nada do tipo no Brasil e sempre me orgulhei do meu estômago forte — pois é. O fato é que quase todos os brasileiros têm problemas estomacais na Bolívia, cheguei até a ouvir que “se você não teve nada, não foi na Bolívia”. Isso acontece porque a comida é diferente, não estamos acostumados com os micro-organismos de lá e também porque em muitos lugares a higiene é muito problemática. Vocês vão ver carne conservada ao ar livre, frutas  e vegetais pelo chão, enfim, a Bolívia é um país complicado para qualquer pessoa que tenha noções de vigilância sanitária, por exemplo. Divido algumas dicas que gostaria de ter tido nos momentos de desespero/gostaria de repassar:

  • Não comer na rua. Na Bolívia, vocês vão ver várias pessoas vendendo comidas na rua, lanches ou comida de verdade, eu não comi e, apesar de isso obviamente não ser garantia de nada haha, recomendo que façam o mesmo.
  • Cuidado com os sucos de rua. Eles são todos feitos com água da pia, o que pode ser muito prejudicial para quem não está acostumado. Eu bebi alguns para provar, são gostosos e diferentes, mas tentava sempre olhar mais ou menos as condições em que estavam armazenados. A gente tenta, né?
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