Rio de Janeiro: Museu do Amanhã

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Inaugurado essa semana, o Museu do Amanhã, que faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária, trouxe um toque de modernidade que estava faltando na cidade. Muito interativo e ligado às novas tecnologias, o museu traz painéis de led gigantes, informações atualizadas a cada segundo e até um espaço sensorial que simula o momento da implosão da Perimetral. O foco do museu é o futuro, mais especificamente o que estamos fazendo no presente e como isso irá reverberar nos próximos anos. A partir disso, a exposição principal traz diversos dados, informações das mais diversas fontes e questionamentos, terminando com uma reflexão sobre o que podemos fazer para mudar a situação do planeta.
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Santa Cruz de la Sierra: transportes

O transporte em Santa Cruz de la Sierra é difícil. Além do aeroporto, acho difícil algum turista precisar realmente se locomover na cidade, mas não custa nada falar sobre isso. Por lá não tem metrô, só os micros e os táxis.

Os micros são ônibus muito pequenos e caindo aos pedaços, não literalmente, mas praticamente. Boatos de que estão implementando novos ônibus, mas eu não os vi enquanto estava lá. Os micros são decorados cada um de uma forma, mas são bem característicos:

Eles custam 2 bolivianos, mas você pode pagar 1 se for estudante ou criança. Passam em quase toda a cidade e não tem muito tempo de intervalo entre um e outro. Com um pouco de amor no coração, você acaba se acostumando com eles.

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La Paz: transporte

O transporte público da Bolívia, de um modo geral, é limitado e geralmente os turistas andam de táxi porque é baratinho. Em La Paz rodam dois tipos de táxi: os que só têm um adesivo colado e os que têm uma estrutura em cima, geralmente com o número da empresa. Tipo isto aqui:

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Os táxis que não pertencem a empresas são mais baratos. Eles cobram, dependendo da distância, de 5 a 10 bolivianos (lembre-se de que na Bolívia não tem taxímetro) mais ou menos. A parte ruim deles é que são menos seguros e também buscam outros passageiros pelo caminho, ou seja, você pode estar com desconhecidos no mesmo carro indo para um lugar totalmente diferente do seu.

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Bolívia: Copacabana

Minha passagem por Copacabana foi bem breve por causa da infecção alimentar que tive. Além disso, eu estava em um péssimo momento da vida quando fui pra lá e pra Isla del Sol, algumas notícias ruins estavam chegando do Brasil, e não vou ser a pessoa mais empolgada para falar desses lugares. De qualquer forma, Copacabana é uma cidade muito lindinha, voltaria para lá, mas com companhia. Ela é muito pequenininha e parada, então é meio chato de ficar sozinha. Mas vamos do começo…

Chegando em Copacabana de La Paz

Chegar em Copacabana vindo de La Paz é bem fácil. Saem vários ônibus tanto do terminal de ônibus quanto do cemitério. Do cemitério saem ônibus de meia em meia hora de manhã, pelo que fui informada, mas meu hostel ficava bem perto do terminal de ônibus, então fui para lá. Acordei, tomei café e saí do meu hostel às 8h da manhã, cheguei no terminal de ônibus às 8h20 esperando pegar o ônibus das 8h30.

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La Paz: Loki Hostel

Em todas as minhas noites em La Paz eu fiquei no Loki Hostel e recomendo demais. Eu reservei pelo aplicativo do Booking.com e deu tudo certo. Mudei muito de quarto por causa das minhas idas e vindas por lá, mas em todas as vezes, reservando antes ou na hora, consegui quartos só de meninas.

As camas são muito confortáveis em todos os quartos em que estive. Todas elas têm edredons muito fofinhos e você pode solicitar mais cobertas na recepção se estiver muito frio. Vi um sistema de calefação por lá, mas não estava ligado porque não tinha necessidade. O banheiro é dentro do quarto e bem ok, era limpo todos os dias de tarde.

O únicos probleminhas que notei são que no banheiro não tem tapete e as portas do box não fecham direito, então acaba tudo molhado. Fora isso, as tomadas dentro do quarto eram poucas e nenhuma era perto da cama.

Fotos dos quartos retiradas da internet:

Esses quartos menores, de quatro pessoas custam cerca de 60 bolivianos por noite. Acho o preço justo por tudo que o hostel oferece. Além de quartos ótimos, a recepção é 24h, tem uma área com sofás aquecida e com Wi-Fi, chás diversos oferecidos gratuitamente e uma agência de turismo dentro do hostel (cara, mas prática). Nos quartos não tem locker individual, apenas armários, mas o hostel também fornece lockers na recepção, pequenos e grandes. Eu não usei e não tive nenhum problema, achei o hostel bem seguro, inclusive. Por causa de um mal-entendido que rolou, vi como o staff se porta em uma situação de roubo e achei tudo bem correto.

No sexto andar, é possível jogar ping-pong, tem uma sala de computadores com internet e uma sala para fumantes. No sétimo, um bar que tem comidas ótimas e com preço justo. No café, tem smoothies, torrada com geleia e manteiga, iogurte com opção de granola glúten-free e até aquelas opções mais gordas com bacon e salsicha. De tarde, diversos sanduíches, salada de fruta e almoço (macarrão, peito de frango com legumes…). Para o jantar, o menu do almoço se repete e também rolam uns snacks, como batata frita e nachos. As festas acontecem por ali e são ótimas, cada noite tem um tema e o DJ é muito eclético.

Nas áreas comuns do hostel tem Wi-Fi e várias tomadas espalhadas. O staff é muito gente boa, as festas são muito animadas e a galera que passa por lá também. Recomendo demais esse hostel. Ele tem filiais também em Mancora, Lima e Cusco (Peru) e Salta (Argentina).

O Loki fica localizado no centro da cidade, muito fácil de chegar.

Endereço: Calle Las Americas, 120. É uma portinha branca sem fachada, muita gente se perde por isso.

Preço do aeroporto até lá: de 60 a 70 bolivianos.

Mais informações: http://www.lokihostel.com/en/la-paz

 

Bolívia: chip e internet

Uma das minhas principais preocupações quando vou viajar é internet, principalmente 3G/4G. Além de motivos óbvios, tipo falar coma  família e atualizar redes sociais, eu me sinto muito perdida nos lugares sem internet porque sou muito ruim com mapas e gosto de ter possibilidades. Principalmente na Bolívia, que seria minha primeira viagem sozinha, eu estava tensa nesse quesito. Fui passar dois meses por lá, sendo um mês e meio morando em Santa Cruz de la Sierra fazendo trabalho voluntário. Eu morei na casa de uma família e eles que me ajudaram com tudo.

Primeiro ponto: não é fácil achar redes Wi-Fi, principalmente abertas, na Bolívia. Não conte que você entrará num restaurante e terá Wi-Fi porque nem na casa em que eu morava tinha. Assim, era uma necessidade para mim e para minha mãe aqui no Brasil eu ter um chip com dados móveis.

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La Paz: Mercado das Bruxas

Se for a La Paz, não deixe de ir nesse lugar. Eu fui nele todos os dias e me divertia demais passeando e olhando tudo. O mercado fica no centro, na Calle das Brujas, e não é apenas uma atração turística, os locais realmente vão lá e compram o que precisam para fazer seus rituais. É bom ir com a cabeça aberta porque você vai ver fetos de lhamas pendurados, muitos doces muito coloridos e até poções de amor.

Os fetos de lhama são usados para dar sorte em construções. Você enterra um desses em um terreno e o que for construído em cima vai dar bons frutos, vai ter boa estrutura, etc. Eles são proibidos de matar lhamas, que são animais sagrados, todos esses fetos são frutos de má-formação ou partos que terminaram mal. Curiosidade: há uma lenda urbana que diz que para dar boa sorte para construções maiores, precisa de mais energia, ou seja, energia humana. Então, eles enterram vivos alcoólatras ou drogados que vivem nas ruas no terreno de construção do prédio.

Esses doces coloridos da segunda foto são para fazerem oferendas para Pachamama, a Mãe Terra. Ela ama doces e álcool, então utilizam os dois nos rituais para ela. Algumas pessoas de La Paz brindam, jogam um pouco de cerveja no chão e depois bebem. Primeiro a Pachamama, depois a gente.

Além dessas coisas menos comuns, lá tem todo tipo de lembrancinha possível. De verdade, a única coisa que não achei lá foi marcador de livro de tecido, mas tem qualquer coisa que você puder pensar. São muitas lojas mesmo. Só atenção com algumas coisinhas: lá o comércio é superinformal, ou seja, pode ser que aquela loja não abra todos os dias; faça pesquisa de preço, algumas lojas botam o preço lá em cima quando veem que é turista, principalmente se não falar bem espanhol; e conte sempre o troco, veja se as moedas são realmente pesos bolivianos, esse tipo de coisa.

Vale muito a pena, recomendo demais, foi o que mais gostei de fazer em La Paz. Não deixe de entrar nas galerias e vielas. Você acha que não vai ter nada naquela portinha e descobre várias outras lojas com coisas muito diferentes e legais.