La Paz: Red Cap Walking Tour

Como já contei no post sobre o mal da altitude, cheguei em La Paz e já fui fazer um walking tour. Eu estava hospedada no Loki Hostel e um dos guias do passeio foi nos chamar na recepção. Caso não ocorra isso no seu hostel, o Red Cap Walking Tour sai todos os dias da Plaza San Pedro, que é bem famosa, às 11h e 14h. No meu passeio foram dois guias, uma mulher muito legal e com um inglês ótimo e esse outro guia que foi nos chamar. Sinceramente, não entendia nada do inglês dele, preferia que ele falasse em espanhol, mas mesmo assim valeu o passeio. É ótimo já chegar fazendo walking tour porque você tem uma visão geral da cidade. Nos levaram em um mercado local, no mercado das bruxas, no Mercado Lanza, na Iglesia San Francisco, na Plaza Murillo, na sede do governo e num pub por ali.

Considero esses pontos-chave que me ajudaram muito nos meus dias por lá. O tour custa 20 pesos bolivianos com um shot de licor incluído no final. O ideal é fazer um tour de graça, mas não me incomodei de pagar porque realmente achei legal, tirando o inglês do moço. Fiquei um tempão tirando algumas dúvidas com a menina depois (a chata, né haha) e ela foi super solícita.

O que?

Red Cap Walking Tour, um walking tour na cidade de La Paz.

Quando?

Todos os dias às 11h e 14h.

Onde?

Saem da Plaza San Pedro.

Preço?

20 bolivianos + gorjeta (opcional).

Vale a pena?

Se você não conhece nada da cidade, muito. Mas acho que vale a pena mesmo que conheça, eles contam a história do lugar e diversas curiosidades.

Mais informações: http://www.redcapwalkingtours.com/en/

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La Paz: visão geral

Ok, tenho que ser bem sincera, não lembro quanto tempo ao todo fiquei em La Paz porque lá foi minha base para conhecer o resto da Bolívia e alguns imprevistos fizeram com que eu ficasse mais do que esperava na cidade. Acho que eu ia ficar cinco dias e acabei ficando seis, alguma coisa assim. O imprevisto é importante para a história: tive uma infecção alimentar que me deixou de cama por dois dias e fez com que eu fizesse um total de zero passeios fora da cidade como o Vale de la Luna, Chacaltaya e Tiwanaku. A estrada da morte eu já não ia fazer porque não sei andar de bicicleta (sinto muito, não sei). De qualquer forma, eu amei a cidade e tenho algumas coisas para dividir.

La Paz é a cidade mais populosa da Bolívia e sede do governo (não é a capital, essa é Sucre), está situada a 3.660m de altitude e é estruturada em formato de bowl. Provavelmente, você vai chegar pelo aeroporto de El Alto, que é mais acima, e conseguirá ver bem esse formato: embaixo ficam os prédios e o centro e em volta, subindo pelo morros, ficam casinhas sem acabamento, o que seria uma grande favela, para nós do Rio de Janeiro. É nítida a diferença econômica entre os “dois espaços” da cidade.

Você pode tranquilamente subir e descer e ver isso tudo de perto pegando um dos teleféricos, são acho que três linhas e custa 3 pesos bolivianos cada viagem. Eu andei nas  linhas vermelha e amarela, em ambas há um mirador na estação mais alta, e foram passeios baratos e bem legais. É um transporte bem comum para os locais e é fácil puxar conversa com alguém — eles adoram estrangeiros. Recomendo subir em uma das linhas de noite, La Paz parece uma cidade rodeada de estrelas pelo seu formato, é incrível.

A cidade  é encantadora, cheia de grafites, vibrante, beeem diferente de Santa Cruz de la Sierra. Costumo dizer que Santa Cruz parece querer ser uma coisa que não é e no final acaba não sendo nada. La Paz não, ela tem uma identidade muito definida. Se eu pudesse escolher uma palavra pra ela seria cores. Muito ligada às tradições, à Mãe Terra (Pachamama) e aos rituais estranhos (para nós, que viemos de fora), é uma cidade que merece ser conhecida.