Salar de Uyuni: dia 3

Passado o terror da noite do dia 2, levantei (só levantei mesmo, não tinha dormido nada) e descobri que todos tiveram algum tipo de problema também. Mas, já no café, esquecemos os problemas e já ficamos felizes quando constatamos que havia panqueca. Eu nunca tinha comido panqueca com doce, isso não é costume aqui no Rio de Janeiro, mas os europeus estavam até emocionados. Mais ou menos 5h, antes do sol nascer, partimos. Para vocês terem noção do frio, tivemos que entrar no carro por duas portas porque as outras duas estavam congeladas. Eu tremia dos pés à cabeça e o que nos salvou foi uma mantinha que tinha comprado por 20bs na rodoviária antes de ir pra Uyuni.

Chegamos na melhor parte do passeio, na minha opinião: os géisers! Os géisers são uma nascente de água termal que, ao entrar em erupção, formam uma cortina de água e vapor. É quente demais, dá até medo do negócio explodir de verdade.

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A próxima parada foram as piscinas térmicas. Paga para entrar, mas eu — como uma ótima blogueira — esqueci o valor. Acredito que seja cerca de 20 bs. O banheiro paga à parte. Juro, eu não acreditava que seria capaz de entrar, já que estava quase literalmente morrendo de frio, mas eu e Laura olhamos uma pra cara da outra e decidimos encarar. É muuuito mais fácil do que parece, juro! Tive mais dificuldade para entrar na água — é muito quente, sentia que ia me queimar inteira se entrasse — do que para ficar do lado de fora de biquíni. Para sair, também não é um drama tão grande porque a água é tão quente que deixa o corpo aquecido até voltarem todas as roupas.

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Claro, tem uma salinha perto das piscinas com armários e trocadores. Eu recomendo já ir de biquíni, como fiz. Os armários são tem chave ou porta, é na sorte mesmo, infelizmente. Minha dica é deixar as coisas de valor no carro e ir só com a roupa do corpo mesmo. Ah, e toalha, né?

Depois disso, fomos para a fronteira com o Chile deixar dois meninos que queriam seguir viagem ao deserto do Atacama. Como já contei aqui, todo mundo vai até a fronteira do Chile, os que querem descer, descem e o resto segue viagem, regressando para Uyuni. Aí são 6 horas no carro direto, apenas com a parada do almoço. O caminho é bem bonito, eu não estava muito segura com o carro, mas cheguei viva de volta (ufa!).

Chegando em Uyuni, esperamos a moça da agência com quem tínhamos fechado o passeio aparecer (demorou um pouco, o suficiente para nos deixar desesperadas), pegamos nossas passagens para La Paz e voltamos. Nossos corpos nos fizeram relembrar o deserto por vários dias: ficamos sem voz, com o nariz destruído e uma dor de garganta horrível. Bem, tudo tem prós e contras, né? :)

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