Bolívia: Isla del Sol

Diz a lenda que foi na Isla del Sol que começou o Império Inca…

Dando continuidade ao que comecei a contar no post sobre Copacabana, eu queria muito ir na Isla del Sol, ilha sagrada dos Incas. Já adianto que meu relato não vai ser muito rico ou animado porque eu estava recebendo notícias pessoais muito ruins do Brasil e acabei curtindo muito pouco a ilha por causa disso, mas a maioria das pessoas adora, algumas até preferiram a ilha ao Salar de Uyuni. Acho bom falar isso porque eu não amei a ilha, gostei de ter ido, mas só voltaria com amigos ou família, sozinha não mais.

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Cheguei na ilha a partir da cidade de Copacabana. A rua principal da cidade tem várias agências de turismo que vendem os barcos para a Isla del Sol. Se você quiser ir para algum lado específico da ilha (ela é divida em norte e sul), avise na hora da compra do bilhete. Eu queria ir para a parte norte, mas não avisei e a mulher me vendeu a parte sul, que é mais barata. Se você esquecer, não é dor de cabeça, na Bolívia é tudo na conversa. É só chegar para o pessoal no cais e explicar a situação, pagar por fora e tá tudo certo, mas é bom evitar, principalmente se você não fala espanhol.

Paguei 15bs na agência (para a parte sul) e mais 5bs para o moço do barco para ir até a parte norte. Depois, é bom ficar esperando na praia, lá tem barraquinha de comidas industrializadas, banheiro (pago) e vários turistas. Pergunte a alguém de onde sai o barco da sua agência e espere por ali, ninguém chama, você é que tem que se ligar que tá na hora. Não tive nenhum problema com falta de pontualidade, tudo certo nesse quesito.

Para qual lado ir?

O lado sul tem mais opções de hospedagem e comida, mas a parte norte tem mais coisas para ver. Eu só tinha uma noite na ilha, então acabei ficando na parte norte. A maioria das pessoas passa a noite na parte sul, faz a trilha (cerca de 2hrs) até a parte norte de manhã no dia seguinte e vai embora de lá.

Onde se hospedar?

Os barcos são recebidos por diversas pessoas oferecendo lugares para ficar. Os hotéis (nem acho que lá exista diferença prática de hotel e hostel) que ficam de frente para a praia são mais caros, mas não vejo necessidade de ficar na frente da praia porque a parte habitada da ilha é minúscula, fora que é muuuito frio. Vi hospedagens de até 150bs a noite, eu paguei 40bs em um quarto duplo confortável com banheiro (dividi com outra mochileira solitária que conheci na barca). A água era fria, então não tomei banho nessa noite (faz realmente muito frio lá). O nome do hostel em que fiquei é Hostal Cultural.

Onde comer?

Vou ser 100% sincera quando digo que onde der. Lá é tudo muito simples, vi um restaurante e outra pensão. Consegui comer uma sopa de legumes, que estava bem gostosa, por 10bs. O único lugar que achei para tomar café da manhã foi uma barraquinha que oferece sucos naturais com água mineral, sanduíches de queijo, frango e salada de frutas. Durante o dia todo também rola um chá e chocolate.

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O que tem para fazer?

Bem, a ilha é linda, tem diversas ruínas incas, uma “praia” com o Lago Titicaca, algumas trilhas, a Roca Sagrada e tem toda a energia de estar em um local sagrado e pensar que todo o Império Inca pode ter começado naquela terra em que você está pisando. Quem curte yoga e coisas místicas vai adorar.

Quanto custa?

Isso, como sempre, é muito relativo. De uma maneira geral, mesmo os destinos mais turísticos da Bolívia não abusam de seu status para cobrar milhões em tudo, como no Rio de Janeiro. Eu gastei 20bs da ida + 40bs da hospedagem + 10bs da sopa + 5bs do chá de noite + 17bs do café (sanduíche de frango e suco de maçã) + 15bs da volta para Copacabana. Total de 107 bs, mais ou menos R$55,00.

Vale a pena?

Como eu disse, não tive uma experiência muito boa parte porque eu estava triste mesmo e parte porque estava sozinha. Como estava ameaçando chover, resolvi não fazer a trilha sozinha  e fiquei meio entediada porque não tem nada para fazer, mal tem energia elétrica. Eu voltaria com amigos tranquilamente. Acho que vale muito a pena para quem curtir trilhas, tirar fotos lindas e relaxar.

Dicas!

Não esquecer do casaco. A praia é uma ilusão, lá faz um frio sinistro, como já disse. É pior que La Paz, então prepare-se. A trilha tem duração média de 2 horas, mas ouvi gente dizer que levou 4 horas por causa da altitude, não esqueçam a comida e a água durante o percurso. Não recomendo ir para lá com o mochilão, é melhor ir com uma mochila de ataque (aquelas menores). A maioria dos hostels deixa você guardar sua mochila de boa. Leve comidinhas, quase não tem onde comer. Não esperem Wi-Fi, eu tinha sinal 2G, mas considero um milagre até hoje.

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Um comentário sobre “Bolívia: Isla del Sol

  1. Pingback: Uyuni: contratando o passeio para o Salar | Paula Drummond

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