La Paz: transporte

O transporte público da Bolívia, de um modo geral, é limitado e geralmente os turistas andam de táxi porque é baratinho. Em La Paz rodam dois tipos de táxi: os que só têm um adesivo colado e os que têm uma estrutura em cima, geralmente com o número da empresa. Tipo isto aqui:

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Os táxis que não pertencem a empresas são mais baratos. Eles cobram, dependendo da distância, de 5 a 10 bolivianos (lembre-se de que na Bolívia não tem taxímetro) mais ou menos. A parte ruim deles é que são menos seguros e também buscam outros passageiros pelo caminho, ou seja, você pode estar com desconhecidos no mesmo carro indo para um lugar totalmente diferente do seu.

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Bolívia: Copacabana

Minha passagem por Copacabana foi bem breve por causa da infecção alimentar que tive. Além disso, eu estava em um péssimo momento da vida quando fui pra lá e pra Isla del Sol, algumas notícias ruins estavam chegando do Brasil, e não vou ser a pessoa mais empolgada para falar desses lugares. De qualquer forma, Copacabana é uma cidade muito lindinha, voltaria para lá, mas com companhia. Ela é muito pequenininha e parada, então é meio chato de ficar sozinha. Mas vamos do começo…

Chegando em Copacabana de La Paz

Chegar em Copacabana vindo de La Paz é bem fácil. Saem vários ônibus tanto do terminal de ônibus quanto do cemitério. Do cemitério saem ônibus de meia em meia hora de manhã, pelo que fui informada, mas meu hostel ficava bem perto do terminal de ônibus, então fui para lá. Acordei, tomei café e saí do meu hostel às 8h da manhã, cheguei no terminal de ônibus às 8h20 esperando pegar o ônibus das 8h30.

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La Paz: Loki Hostel

Em todas as minhas noites em La Paz eu fiquei no Loki Hostel e recomendo demais. Eu reservei pelo aplicativo do Booking.com e deu tudo certo. Mudei muito de quarto por causa das minhas idas e vindas por lá, mas em todas as vezes, reservando antes ou na hora, consegui quartos só de meninas.

As camas são muito confortáveis em todos os quartos em que estive. Todas elas têm edredons muito fofinhos e você pode solicitar mais cobertas na recepção se estiver muito frio. Vi um sistema de calefação por lá, mas não estava ligado porque não tinha necessidade. O banheiro é dentro do quarto e bem ok, era limpo todos os dias de tarde.

O únicos probleminhas que notei são que no banheiro não tem tapete e as portas do box não fecham direito, então acaba tudo molhado. Fora isso, as tomadas dentro do quarto eram poucas e nenhuma era perto da cama.

Fotos dos quartos retiradas da internet:

Esses quartos menores, de quatro pessoas custam cerca de 60 bolivianos por noite. Acho o preço justo por tudo que o hostel oferece. Além de quartos ótimos, a recepção é 24h, tem uma área com sofás aquecida e com Wi-Fi, chás diversos oferecidos gratuitamente e uma agência de turismo dentro do hostel (cara, mas prática). Nos quartos não tem locker individual, apenas armários, mas o hostel também fornece lockers na recepção, pequenos e grandes. Eu não usei e não tive nenhum problema, achei o hostel bem seguro, inclusive. Por causa de um mal-entendido que rolou, vi como o staff se porta em uma situação de roubo e achei tudo bem correto.

No sexto andar, é possível jogar ping-pong, tem uma sala de computadores com internet e uma sala para fumantes. No sétimo, um bar que tem comidas ótimas e com preço justo. No café, tem smoothies, torrada com geleia e manteiga, iogurte com opção de granola glúten-free e até aquelas opções mais gordas com bacon e salsicha. De tarde, diversos sanduíches, salada de fruta e almoço (macarrão, peito de frango com legumes…). Para o jantar, o menu do almoço se repete e também rolam uns snacks, como batata frita e nachos. As festas acontecem por ali e são ótimas, cada noite tem um tema e o DJ é muito eclético.

Nas áreas comuns do hostel tem Wi-Fi e várias tomadas espalhadas. O staff é muito gente boa, as festas são muito animadas e a galera que passa por lá também. Recomendo demais esse hostel. Ele tem filiais também em Mancora, Lima e Cusco (Peru) e Salta (Argentina).

O Loki fica localizado no centro da cidade, muito fácil de chegar.

Endereço: Calle Las Americas, 120. É uma portinha branca sem fachada, muita gente se perde por isso.

Preço do aeroporto até lá: de 60 a 70 bolivianos.

Mais informações: http://www.lokihostel.com/en/la-paz

 

Bolívia: chip e internet

Uma das minhas principais preocupações quando vou viajar é internet, principalmente 3G/4G. Além de motivos óbvios, tipo falar coma  família e atualizar redes sociais, eu me sinto muito perdida nos lugares sem internet porque sou muito ruim com mapas e gosto de ter possibilidades. Principalmente na Bolívia, que seria minha primeira viagem sozinha, eu estava tensa nesse quesito. Fui passar dois meses por lá, sendo um mês e meio morando em Santa Cruz de la Sierra fazendo trabalho voluntário. Eu morei na casa de uma família e eles que me ajudaram com tudo.

Primeiro ponto: não é fácil achar redes Wi-Fi, principalmente abertas, na Bolívia. Não conte que você entrará num restaurante e terá Wi-Fi porque nem na casa em que eu morava tinha. Assim, era uma necessidade para mim e para minha mãe aqui no Brasil eu ter um chip com dados móveis.

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La Paz: Mercado das Bruxas

Se for a La Paz, não deixe de ir nesse lugar. Eu fui nele todos os dias e me divertia demais passeando e olhando tudo. O mercado fica no centro, na Calle das Brujas, e não é apenas uma atração turística, os locais realmente vão lá e compram o que precisam para fazer seus rituais. É bom ir com a cabeça aberta porque você vai ver fetos de lhamas pendurados, muitos doces muito coloridos e até poções de amor.

Os fetos de lhama são usados para dar sorte em construções. Você enterra um desses em um terreno e o que for construído em cima vai dar bons frutos, vai ter boa estrutura, etc. Eles são proibidos de matar lhamas, que são animais sagrados, todos esses fetos são frutos de má-formação ou partos que terminaram mal. Curiosidade: há uma lenda urbana que diz que para dar boa sorte para construções maiores, precisa de mais energia, ou seja, energia humana. Então, eles enterram vivos alcoólatras ou drogados que vivem nas ruas no terreno de construção do prédio.

Esses doces coloridos da segunda foto são para fazerem oferendas para Pachamama, a Mãe Terra. Ela ama doces e álcool, então utilizam os dois nos rituais para ela. Algumas pessoas de La Paz brindam, jogam um pouco de cerveja no chão e depois bebem. Primeiro a Pachamama, depois a gente.

Além dessas coisas menos comuns, lá tem todo tipo de lembrancinha possível. De verdade, a única coisa que não achei lá foi marcador de livro de tecido, mas tem qualquer coisa que você puder pensar. São muitas lojas mesmo. Só atenção com algumas coisinhas: lá o comércio é superinformal, ou seja, pode ser que aquela loja não abra todos os dias; faça pesquisa de preço, algumas lojas botam o preço lá em cima quando veem que é turista, principalmente se não falar bem espanhol; e conte sempre o troco, veja se as moedas são realmente pesos bolivianos, esse tipo de coisa.

Vale muito a pena, recomendo demais, foi o que mais gostei de fazer em La Paz. Não deixe de entrar nas galerias e vielas. Você acha que não vai ter nada naquela portinha e descobre várias outras lojas com coisas muito diferentes e legais.

 

La Paz: Red Cap Walking Tour

Como já contei no post sobre o mal da altitude, cheguei em La Paz e já fui fazer um walking tour. Eu estava hospedada no Loki Hostel e um dos guias do passeio foi nos chamar na recepção. Caso não ocorra isso no seu hostel, o Red Cap Walking Tour sai todos os dias da Plaza San Pedro, que é bem famosa, às 11h e 14h. No meu passeio foram dois guias, uma mulher muito legal e com um inglês ótimo e esse outro guia que foi nos chamar. Sinceramente, não entendia nada do inglês dele, preferia que ele falasse em espanhol, mas mesmo assim valeu o passeio. É ótimo já chegar fazendo walking tour porque você tem uma visão geral da cidade. Nos levaram em um mercado local, no mercado das bruxas, no Mercado Lanza, na Iglesia San Francisco, na Plaza Murillo, na sede do governo e num pub por ali.

Considero esses pontos-chave que me ajudaram muito nos meus dias por lá. O tour custa 20 pesos bolivianos com um shot de licor incluído no final. O ideal é fazer um tour de graça, mas não me incomodei de pagar porque realmente achei legal, tirando o inglês do moço. Fiquei um tempão tirando algumas dúvidas com a menina depois (a chata, né haha) e ela foi super solícita.

O que?

Red Cap Walking Tour, um walking tour na cidade de La Paz.

Quando?

Todos os dias às 11h e 14h.

Onde?

Saem da Plaza San Pedro.

Preço?

20 bolivianos + gorjeta (opcional).

Vale a pena?

Se você não conhece nada da cidade, muito. Mas acho que vale a pena mesmo que conheça, eles contam a história do lugar e diversas curiosidades.

Mais informações: http://www.redcapwalkingtours.com/en/

La Paz: visão geral

Ok, tenho que ser bem sincera, não lembro quanto tempo ao todo fiquei em La Paz porque lá foi minha base para conhecer o resto da Bolívia e alguns imprevistos fizeram com que eu ficasse mais do que esperava na cidade. Acho que eu ia ficar cinco dias e acabei ficando seis, alguma coisa assim. O imprevisto é importante para a história: tive uma infecção alimentar que me deixou de cama por dois dias e fez com que eu fizesse um total de zero passeios fora da cidade como o Vale de la Luna, Chacaltaya e Tiwanaku. A estrada da morte eu já não ia fazer porque não sei andar de bicicleta (sinto muito, não sei). De qualquer forma, eu amei a cidade e tenho algumas coisas para dividir.

La Paz é a cidade mais populosa da Bolívia e sede do governo (não é a capital, essa é Sucre), está situada a 3.660m de altitude e é estruturada em formato de bowl. Provavelmente, você vai chegar pelo aeroporto de El Alto, que é mais acima, e conseguirá ver bem esse formato: embaixo ficam os prédios e o centro e em volta, subindo pelo morros, ficam casinhas sem acabamento, o que seria uma grande favela, para nós do Rio de Janeiro. É nítida a diferença econômica entre os “dois espaços” da cidade.

Você pode tranquilamente subir e descer e ver isso tudo de perto pegando um dos teleféricos, são acho que três linhas e custa 3 pesos bolivianos cada viagem. Eu andei nas  linhas vermelha e amarela, em ambas há um mirador na estação mais alta, e foram passeios baratos e bem legais. É um transporte bem comum para os locais e é fácil puxar conversa com alguém — eles adoram estrangeiros. Recomendo subir em uma das linhas de noite, La Paz parece uma cidade rodeada de estrelas pelo seu formato, é incrível.

A cidade  é encantadora, cheia de grafites, vibrante, beeem diferente de Santa Cruz de la Sierra. Costumo dizer que Santa Cruz parece querer ser uma coisa que não é e no final acaba não sendo nada. La Paz não, ela tem uma identidade muito definida. Se eu pudesse escolher uma palavra pra ela seria cores. Muito ligada às tradições, à Mãe Terra (Pachamama) e aos rituais estranhos (para nós, que viemos de fora), é uma cidade que merece ser conhecida.