Bolívia – Visa Travel Money ou Mastercard?

Antes de viajar, procurei muito essa informação e não achei, mas decidi arriscar o Visa Travel Money e foi a melhor coisa que eu fiz.

Fiz o meu cartão numa agência do Banco do Brasil, banco do qual sou correntista, não sei como funciona em outros bancos, mas acredito que seja fácil também. Você paga uma taxa pelo cartão e depois vai botando dinheiro. É bom porque o câmbio não flutua, uma vez que o dinheiro tá lá, você não paga mais nada (tem uma taxa de saque só). Isso foi bom pra mim porque botei todo o dinheiro que precisava quando o dólar estava R$3,50 e quando viajei já estava R$4,00. Fora o câmbio, eu ia morar dois meses na Bolívia, não podia arriscar levar tudo em papel, né?

Para tirar o dinheiro foi bem fácil, vários caixas eletrônicos, inclusive 24hrs, em toda a Bolívia têm as bandeiras Visa/Plus. Eu sempre sacava em bolivianos no Banco Bisa (simplesmente porque fui com a cara do banco) e em dólar no Andes, é um vermelho. O negócio é que não tem dólar em todo caixa, eu tinha que ir no shopping para sacar. Mas, de modo geral, o VTM me serviu muito bem, não me deixou na mão em momento nenhum e foi bem fácil utilizar na Bolívia.

Por outro lado, diversos amigos tiveram problemas com cartões Mastercard. Não sei exatamente o motivo, mas amigos de grupos e países diferentes não conseguiram sacar em certos momentos e tinham que ficar testando vários caixas até que um aceitasse o cartão. Por esse motivo, recomendo ir para a Bolívia com cartões Visa. Mais ainda, Visa Travel Money, com o qual você pode sacar. Quase tudo na Bolívia é feito em dinheiro, até os hostels em que fiquei só aceitavam dinheiro, boliviano ou dólar. Vale a pena levar cartão de crédito para emergências, mas nem assim acho que seja fácil usar, o meu ficou guardado a viagem toda.

Um pouco dos meus três dias numa zona rural da Bolívia

* Postado no Facebook dia 16 de outubro de 2015

Na quarta, pela manhã, pegamos duas conduções até a cidadeZINHA Rincón Palometas, onde a instituição tem uma casa e iríamos fazer oficinas sobre motivação, violência e sexualidade com os jovens.
Chegamos para o almoço e a cidade (ou povoado, não sei a melhor palavra) consiste em uma praça arborizada com uns banquinhos e uns brinquedos e umas 10 ruas — no máximo. Aqui moram 900 famílias, 4.000 pessoas, mas não sei onde. Logo que cheguei, vi umas marcas vermelhas no chão que pareciam sangue. Segui os rastros e meus olhos pousaram em uma vaca sem pele pendurada tipo na calha de uma casa (totalmente sem refrigeração) e várias moscas e galos e porcos andando pela rua, além de cachorros e cavalos. Confesso que fiquei horrorizada, só consegui pensar em “me tirem daqui”. Aí respirei fundo, lembrei que culturas não são superiores a outras, que estava ali para tentar contextualizar o que via e que eu que era a privilegiada que nunca tinha tido que matar pra comer ou nada parecido. Respirei fundo mais uma vez e logo me liguei em outro problema: casas de pau a pique. Obviamente, fiz a ligação com uma manchete que tinha lido no jornal pouco antes de vir, que alertava pra alta incidência de Doença de Chagas na Bolívia. Pronto, já tinha uma coisa mais relevante pra me preocupar e passei os 3 dias rastreando barbeiros e andando com o corpo melado de repelente para combater todos os muitos insetos, just in case.
No mesmo dia, de tarde, fizemos uma oficina com o pessoal de Palometas mesmo e descobrimos que muitas meninas engravidam aqui porque os jovens não podem comprar preservativo, já que a cidade toda ficaria sabendo. Se engravidam, as botam para fora de casa. Conversando com as meninas sobre seus sonhos e tudo mais, uma delas falou que preferia não fazer planos porque poderia engravidar e tudo iria por água abaixo… Fiquei triste porque não tinha muito o que falar depois de tudo que tinham me contado, é realmente uma realidade diferente e triste.
De noite, teve um festival de dança e poesia no único colégio de Palometas e nós fomos. Atividade 0% turística porque de fora da comunidade (realmente não sei como me referir) éramos só eu e a Laura. Era como uma festa junina de colégio, bem parecido mesmo. Vou botar algumas fotos para vocês verem.
No segundo dia, tive que ajudar na remoção de uma vítima de acidente de moto logo pela manhã (um cara bêbado bateu num poste, perdeu todos os dentes, ensanguentou a cidade toda, um desastre). O pior, tivemos que botar ele na caçamba de uma caminhonete sentado em uma cadeira porque não tinha hospital por perto e o cara não conseguia levantar. Na verdade, a Laura foi prestar os primeiros socorros, já que é enfermeira e não tem médicos na cidade, e sobrou pra mim ser assistente e ir passando as (poucas) coisas que os moradores “roubaram” do hospital abandonado. Vocês imaginem… (Nota: depois que escrevi isso, ficamos tristes de saber que o homem morreu, mesmo com o que tentamos fazer, mas realmente não tínhamos nenhum recurso, contávamos só umas luvas, soro fisiológico e umas toalhas… o crânio tava exposto e ele sangrava muito — mãe, obviamente não encostei no sangue, fique tranquila).
Também tivemos que pedir carona na estrada e cogitamos ir em um trator, mas achamos que era contar demais com a sorte, mesmo na Bolívia.
A comida foi até tranquila porque eu comia sempre a opção que não era carne de porco (frango ou sopa). Não sabia por que, mas tinha uma ideia fixa de que não podia comer porco aqui. As pessoas da cidade foram muito amáveis e se prepararam para fazer comidas que a gente gostava (foram informados antes de que gostávamos de arroz com frango). Eles até fizeram uma fornada de pão especial para a nossa chegada (fazem pão a cada dois dias)!

O que mais me emocionou foi que, no último dia, tínhamos uma oficina até 22hrs (decidimos fazer uma extra de sexualidade) e não conseguiríamos jantar, então compramos umas empanadas. A moça da única pensão daqui, que é mais como uma casa que vende comida, veio até nossa casa perguntar se não iríamos jantar. Explicamos da oficina e ela voltou um tempo depois com duas sacolinhas de mercado com potes de frango, arroz e batata frita. Tudo muito simples, mas me emocionou muito. Uma moça com quem tínhamos falado uma vez se preocupou com nossa comida e nem queria nos cobrar (óbvio que pagamos). Ela perguntou se tínhamos achado a cidade bonita e pediu para voltarmos mais vezes. Muito legal ver que, mesmo com todas as dificuldades, as pessoas abrem seus corações para outras. Foi uma experiência de vida incrível.

Bolívia – Comidas e bebidas

Sou péssima para experimentar comidas novas e isso me atrapalha em toda viagem. Como passei dois meses na Bolívia, não consegui fugir de algumas coisas e divido com vocês:

  • Empanadas: são nossos pastéis, sucesso certo. Só falta o matte limão.
  • Cuñape: um dos responsáveis pelos meus 2 kgs a mais na viagem. É uma espécie de pão de queijo, mas é meio diferente. Recomendo super, é barato e muitcho bom.
  • Asadito: é um hambúrguer muito gorduroso com aipim cozido. Eu não gosto muito de comida muito gordurosa e odeio aipim frito. Não era ruim, mas também não era bom, entendem?
  • Falso conejo: não sei exatamente o que é e acho que prefiro continuar assim, mas é gostoso. Parece um bife à milanesa com molho de tomate.
  • Arroz con leche: nossa, detestei isso, é arroz batido com leite. No início, achei que com um pouco de amor no coração podia ser arroz à piamontese, mas no final da viagem eu já ficava enjoada só de olhar aquela papa.
  •  Locro: é uma sopa, uma espécie de canja. Me salvou diversas vezes, tenho um carinho especial por esse prato.
  • Sopa de quinoa/linhaça: o nome já diz tudo. Era uma água turva, não tive coragem, mas botei na lista porque alguns amigos gostaram.
  • Sopa de maní: ok, essa não é tão óbvia. Maní é amendoim, é uma sopa de amendoim. Por mais estranho que pareça, é bem gostosa, experimente. Pode ser que venha com umas batatas fritas boiando, é normal.
  • Majadito: a versão boliviana de arroz de carreteiro. É arroz com charque e um molho, gostoso.

Imagens ilustrativas, na ordem:

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  • Mocochinchi: mais um da série “prefiro não saber o que é exatamente”. É um suco e tem um pêssego dentro do copo. É bom gelado.
  • Suco de lima: bebi isso algumas vezes e passeia a tolerar por força do hábito, mas tinha gosto de desinfetante. Ou pelo menos o gosto que desinfetante parece ter pelo cheiro.
  • Refrigerante de mamão: tem da Fanta e de uma marca local. Tem gosto de groselha, sinceramente. Eu adorei porque amo groselha.
  • Fernet branca: é A bebida das festas bolivianas, é com isso que você faz pré e também é isso que todo mundo bebe nas boates, sempre misturada com coca-cola. Eu odeio Fernet Branca, tem gosto do meu remédio de inflamação de garganta, o hexomedine.
  • Fernet menta: já gosto mais, parece um licro de menta. Servem com sprite.
  • Cerveja: não sou uma grande apreciadora de cerveja e muito menos conheço pra falar alguma coisa, mas eu bebia sempre a Paceña e a Huari. Eram bem gostosas para os meus padrões. Mas eles têm uma péssima mania de achar a cerveja gelada quando ela está quente rs.

Imagens ilustrativas, na ordem (só não consegui do suco de lima, não parecia com a limonada que o google tá me dando):

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ALGUMAS DICAS QUE EU GOSTARIA DE TER RECEBIDO 

  • Se o prato é de frango, você pode pedir que parte quer. Por exemplo, se vai comer numa pensão e o prato é pollo al horno ou pollo a la parrilla (frango assado ou frango na brasa), você pode pedir o peito ou a coxa, enfim, o que você preferir.
  • Sempre que pedir arroz, se certifique de que é “sin leche” (sem leite). Isso, claro, se você não gostar desse arroz.
  • Se só tiver Fernet Branca pra beber e você não suportar, pede para misturarem só um dedinho com coca. Fica tolerável.
  • Os bolivianos fazem umas misturas estranhas, tipo vinho branco e guaraná e vinho tinto com coca-cola. Muito pouca gente bebe vinho puro lá.
  • Se for pedir uma cerveja, pede pra ver se tá gelada, não confia muito no que estão te dizendo.
  • Coca-cola é A bebida da Bolívia, todo mundo ama e bebe aos montes. Eu mal bebo coca-cola aqui no Brasil, mas lá às vezes só tem coca pra vender, não vende nem água no restaurante haha.
  • A minha água preferida lá e a Vital, que é da coca-cola. Tem outras, mas eu achei o gosto estranho, preferi pagar 1bs a mais para não ficar estranhando o gosto toda vez que eu fosse beber água.

* Todas as fotos foram retiradas do Google.

Santa Cruz de la Sierra – Onde comer

Minha relação com a comida da Bolívia é péssima por diversos fatores, principalmente por eu ter pego duas infecções alimentares em menos de um mês. Vou fazer um post só sobre isso, mas aqui estão algumas dicas de restaurantes seguros e gostosos que encontrei pelo caminho:

LA CASA DEL CAMBA

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Vou começar pelo meu preferido. O La Casa del Camba surgiu quando eu mais precisava dele. Já estava havia umas duas na Bolívia desesperada para comer um frango grelhado com arroz e, passeando pelo mercado, vi que nesse restaurante tinha, quase chorei de emoção. Ele é quase um oásis para brasileiros perdidos em Santa Cruz. Com uma filial também em La Paz, ele oferece frango desossado, bife de chorizo, frango e bife à milanesa e meu preferido: frango grelhado com ovo. Para cada carne, você pode escolher duas saladas e dois acompanhamentos. Como eu não confiava muito nas saladas de lá, pedia sempre milho (maíz), arroz e aipim (yuka) frito. Os preços são bem legais também, eu comprava o combo de filete de pollo grill (filé de frango grelhado) + refrigerante por 28bs. Você encontra o La Casa del Camba em vários lugares de Santa Cruz, eu comia no do Hipermaxi (é um mercado) da Av. Roca Y Coronado 4º anillo; no pátio dos imigrantes, que é tipo uma praça de alimentação que fica na Calle Libertad, bem pertinho do centro; e no Ventura Mall, o shopping.

LOS HIERROS

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Esse é o restaurante mais caro que fui lá, com certeza, mas não sei exatamente o preço porque fui com a família que estava me hospedando. Funciona assim: tem um buffet de salada liberado e você pede a carne à la carte junto com os acompanhamentos. A carne é ótima, no ponto. Serviço excelente também. Acho que não tem muito a ver visitar fazendo mochilão, mas é perfeito para casais ou para quem tá morando lá e quer sair um pouquinho da rotina. Fica no bairro de Equipetrol, na Av. San Martín, esquina com a Calle 9.

 REPÚBLICA

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O República foi um dos melhores restaurantes em que fui, falando de custo-benefício. Ele não é tanto um restaurante de sentar e almoçar ou jantar, é mais uma lanchonete com drinks. Quando fui, pedi um panini de jamón con queso (misto-quente) e uma coca. O sanduíche, que era GIGANTE, foi 27bs e a coca 12bs. Tem filiais na Calle Bolívar, no Centro, e também no Ventural Mall, que fica no 4º anillo.

 EL CUARTITO

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Fui no El Cuartito com amigos de Santa Cruz mesmo, indicação deles, disseram que a pizza era maravilhosa. O lugar é muito legal, tem uma decoração industrial que eu adoro. Só fui lá uma vez, mas gostaria de ter voltado para provar o hambúrguer, que estava com uma cara ótima. Pedimos duas pizzas: uma de quatro queijos e outra com abacaxi. As duas estavam bem gostosas, só achei um pouco salgadas demais, mas eu acho tudo meio salgado. Pagamos cada um (éramos 6) cerca de 50bs pela pizza e as bebidas. O El Cuartito fica no centro, dá para ir andando da praça, na Calle Cuellar, nº57.

HABIBS

Não achei foto desse, infelizmente. O Habibs de lá fica no Ventura Mall, na praça de alimentação, e é ótimo. Claro, vende comida árabe e a karfta é maravilhosa. Sempre pedia o prato de kafta, arroz, batata frita e tabule por 40bs.

POLLOS CHUY

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Coloquei esse aqui muito mais porque é muito fácil de achar do que por ser bom. Comi lá só uma vez, um macarrão com frango, mas tem sanduíches, frango frito e coisas assim. Tem em todo lugar e é barato.

OUTRAS OPÇÕES DE COMIDA

Fora isso, existem diversas pensões pela cidade onde você pode comer. Não digo que todas são limpas, mas comi em algumas bem gostosas e bem barato, cerca de 10bs por um prato bom de comida (eu nunca conseguia terminar, mas alguém que coma mais ia ficar satisfeito também). Meu conselho é: evitem saladas cruas, peixe, carne de porco, molho de cogumelo com queijo (uma das minhas infecções foi com isso) e frutas com casca. Na Bolívia não tem Mc Donalds (sim, choque, pânico, terror e agonia), mas tem Burger King e Starbucks. Acabei não indo nesses nenhuma vez porque não gosto do Burger King e a Starbucks tava sempre lotada.

VACA FRÍA – SORVETERIA

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A Vaca Fría é uma sorveteria lindinha que tem filiais por toda a cidade. Tem vários sabores e um copinho simples custa 12bs. Experimentei quase todos os sabores durante minha estadia (#soudessas) e minhas indicações são: coco com doce de leite, frutas do bosque e frutilla (morango).

COFFE TOWN – CAFÉ

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O Coffe Town é meu café preferido na cidade, ia lá toda hora. Fica muito perto da praça, não é caro e tem Wi-Fi. É todo moderninho e ótimo para encontrar os amigos depois do trabalho. Eu sempre tomava um chá gelado e era feito na hora, nada parecido com Ice Tea, uma delícia. O barista é brasileiro, gente boa toda vida. Digam que mandei um oi. Fica na Calle Ingavi, atrás da catedral, e fica aberto até às 22hrs no domingo.

Lomas de Arena (Santa Cruz de la Sierra)

As Lomas de Arena, dunas, ficam dentro da cidade de Santa Cruz de la Sierra, mais ou menos no 6º anillo e são lindas! Vou ser uma péssima informante e dizer que não faço a menor ideia de como chegar, fui com amigos de lá que sabiam o caminho, mas acho importante dizer que só se chega de caminhonete ou andando (muito). Acredito que seja possível se informar sobre no centro de informações ao turista, que fica na praça 24 de Septiembre.

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É muito legal, a areia é fofinha e dá pra pular dos barrancos sem se machucar, nos divertimos muito tirando as fotos. Óbvio, eu resolvi rolar uma duna e tenho areia no short até hoje, dois meses depois.

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É um passeio muito legal, eu me programaria para fazer mesmo se ficasse só um dia em Santa Cruz. Não conheço o Maranhão, então foi bem legal pra mim. Custa só 10bs para entrar no parque. Levem água (bastante, tipo 1L por pessoa, pelo menos), comida, protetor solar, óculos de sol e um lenço para botar na cara. Explico: venta MUITO, acho que só vi coisa igual no Salar de Uyuni, mas aqui é pior porque venta areia e machuca mesmo. Eu teria levado um soro fisiológico também para lavar o olho se soubesse. Mas isso não é nada perto da paisagem, de verdade. Visitem!

Biocentro Güembé (Santa Cruz de la Sierra)

O Biocentro Güembé é o lugar perfeito para passar o dia com crianças ou amigos. É um misto de “zoológico” com parque aquático.O zoológico vai entre aspas porque lá, mais que manter os bichos em cativeiro, é um grande centro de acolhimento de animais que foram resgatados de cativeiros, seja porque alguém acha maneirão prender uma arara em casa, seja porque iam ser traficados para outros lugares. Lá, os visitantes podem ter contato direto com pavões, araras, macacos, tartarugas, papagaios e outras aves. Fora isso, o Biocentro tem o maior borboletário da América Latina, mas eu passei essa parte porque tenho fobia de borboleta.

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Todo dia, de tempos em tempos, tem um guia que vai te explicando tudo sobre o parque. Os tours começam em um museu que tem lá dentro e percorre o parque todo, terminando nas piscinas. É realmente um passeio bem completo. Tem um espaço para meditação, um museu pequeno de história natural, campo de futebol e quadra de vôlei de praia. Eu fui com dois amigos e achei legal, mas com criança deve ser ótimo.

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COMO CHEGAR?

Nossa, vou ser terrível nessa, não faço ideia. Quem me levou foi meu amigo Froilan (beijo, Froi), que mora lá, então não faço ideia. Mas sei que você pode chegar de táxi, não é muito longe. Na saída, tem alguns táxis também.

QUANTO CUSTA?

A entrada normal custa 200bs, mas eu paguei 150bs numa promoção. É um passeio mais caro, mas acho que vale o preço, tem muita coisa lá.

QUAIS SÃO AS OPÇÕES DE COMIDA?

Isso varia muito de dia. Eu fui em um dia de semana meio chuvoso e me ferrei  porque só tinha o restaurante aberto, que é meio caro, tipo 80bs por um buffet. Acabei comendo um sorvete e um biscoito que levei na mochila e almocei depois de sair de lá. No final de semana, sei que tem vários bares abertos com mais opções.

VALE A PENA IR?

Depende se você tem tempo na cidade. Acho que não é um passeio tipo COMO VOCÊ FOI EM SANTA CRUZ E NÃO FOI NO BIOCENTRO?, mas é bem legal, sim. Se a viagem for com criança, acho beeem legal, tem muita coisa pra fazer e elas vão se divertir muito, é um programa bem familiar.

Santa Cruz de la Sierra – O que fazer

Santa Cruz de la Sierra é uma cidade grande para os padrões bolivianos, mas qualquer um do Rio ou de São Paulo vai identificar a cidade como pequena imediatamente. A organização da cidade é em torno da praça central, a 24 de Septiembre, onde fica esta catedral linda de tijolinhos:

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A igreja foi fundada pelos Padres Mercedários em 1572 e foi incendiada por “patriotas revolucionários” em 1817, mas foi reconstruída no ano seguinte (estou tirando essas informações de um material turístico que me deram. Botei o patriotas revolucionários entre aspas porque nunca se sabe o que está na cabeça de quem escreve…). Em 1922, a igreja adotou um estilo neogótico, com seus muros de cal e revestimento fofo de tijolinho.

PASSEIOS NA CIDADE (Tour de 1 dia)

Você acabou de chegar em Santa Cruz! Que tal tomar um suco de laranja natural em uma das barraquinhas em torno da praça? Eles são bem gostosos. Se você for mais aventureiro, também pode experimentar um suco de morango ou tamarindo que as senhoras vendem em coolers ao redor da praça. Na extremidade oposta à catedral, fica o centro de informação para turistas, você pode conseguir um mapa lá. Minha dica é ficar andando pelo centrinho, tem algumas casas de câmbio por ali perto, é possível visitar e subir na catedral e almoçar no restaurante colorido que fica em uma das esquinas da Catedral. Nele, você subir pro rooftop e ter uma boa visão da cidade. Preste atenção no chão da galeria que fica na entrada lateral: ele é espelhado com o desenho da catedral!

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Depois, você pode visitar os dois museus que tem ali perto. Um é uma casa branca que fica em um dos lados da praça, a Casa Municipal de la Cultura (Plaza 24 de Septiembre, entre a Calle Junín e a Calle Ayacucho). Quando fui, estava tendo uma exposição de arte contemporânea de artistas LGBT, o que me surpreendeu, visto o que já tinha percebido do conservadorismo da sociedade por lá. O outro é o Manzana 1 (Independencia e Plaza Manzana 1), um centro cultural bem bonitinho que prioriza artistas locais nas exposições.

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Do lado esquerdo da catedral, tem uma ruazinha estreita, atravesse. Você vai encontrar uma outra praça com um muro toodo grafitado, ótimo para tirar fotos. Nos finais de semana, principalmente no domingo, essa praça tem uma feirinha, artistas de rua pintando e até oficinas de pintura para crianças, é uma gracinha. Acho que agora é importante uma pausa para o café ou o chá porque a siesta ainda não acabou, vai estar tudo fechado. Perto dessa praça em que estamos, tem um café com Wi-Fi (coisa rara na Bolívia)! O Coffee Town tem cafés de várias partes do mundo, chás e bolinhos deliciosos de Nutella. Se estiver calor, uma boa pedida é a loja de paletas mexicanas que fica do lado. Meu sabor preferido é de coco com doce de leite.

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Já deu 15hrs? O passeio pode continuar em um dos mercados locais. Eu ia no Los Pozos, mas acho que fica um pouco longe (eu sou um lixo para distâncias e direções, desculpe). Nesses mercados você vai ver frutas, muitos DVDs piratas e a cultura local. Preparem as máquinas (com cuidado, claro) e aproveitem os diversos sacos de grãos, temperos, os abacaxis decorados e movimento perto desses mercados.

De noite, meu bar preferido por lá é o Mentos, que fica pertinho da praça e do Café Lorca, outro restaurante tradicional da cidade. Lá toca uma música ótima, mais rock, e também tem uma parte de eletrônica, que não eu gostava muito.  Se você for mais velho ou estiver indo em casal, recomendo o Café Lorca mesmo. Dependendo do dia, tem música ao vivo. Quer esticar a noite? Gosta do Teatro Odisséia, na Lapa? Pergunte pela Caminito. Você não paga nada pra entrar, vai lá dar uma olhada! ;)

OUTRAS ATIVIDADES

Samaipata

Biocentro Güembé

Lomas de Arena